“Justiça”: parentes e amigos fazem passeata para professor morto no DF
João Emmanuel Moura, brutalmente espancado e morto em 4 de janeiro, em Sobradinho (DF), recebeu homenagem em município do Piauí
atualizado
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Familiares e amigos do professor João Emmanuel Moura, brutalmente morto aos 32 anos de idade no último dia 4 de janeiro, em Sobradinho (DF), realizaram uma passeata em homenagem à vítima, na tarde desse sábado (10/1). Dezenas de pessoas lotaram as ruas de Isaías Coelho (PI) para deixar o último adeus e pedir justiça pelo crime sofrido por ‘Nuel’, como o docente era carinhosamente chamado.
Após a passeata, os parentes e amigos rezaram a missa de sétimo dia na Paróquia Sant’Anna e São Joaquim, em Isaías Coelho (PI), cidade onde a família de João Emmanuel vivia e onde ele foi enterrado. O pai do rapaz, George Moura, é vice-prefeito do município de pouco mais de 7 mil habitantes.
João Emmanuel foi morto por Guilherme Silva Teixeira, 24 anos, na manhã de domingo (7), por volta das 6h30. Guilherme atacou o rapaz com socos e chutes no rosto.
Entenda o caso
- O corpo de João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho foi encontrado em uma parada de ônibus na região do Grande Colorado, no quilômetro 2 da DF-150, em Sobradinho II.
- João morava em frente a este ponto de ônibus; já Guilherme estava indo ao local para esperar uma carona do patrão dele.
- Em depoimento, o autor disse que não tinha a intenção de matar o professor e que as agressões eram apenas para ser um “se liga” à vítima, por causa de um gesto, segundo ele, obsceno que teria sido feito por João, como um convite para uma relação.
- Guilherme teve a prisão em flagrante convertida em preventiva na quarta-feira (7/1). Ele deve aguardar o julgamento no Complexo Penitenciário da Papuda.
João Emmanuel dava aulas no Instituto São José, uma escola particular de Sobradinho. O professor foi descrito por amigos e familiares como uma pessoa “cheia de vida” e com muita “luz”. Além disso, Nuel, como era conhecido, era “sinônimo de alegria”, como relata uma de suas primas, Beatriz Buenos Aires.
“É tão difícil encontrar as palavras certas. Não havia espaço para tristeza em sua vida. Compartilhamos tantos momentos juntos na infância. E agora uma parte da minha infância se tornou cinza e saudosa com sua partida”, desabafou.
O Instituto São José também lamentou a morte do colaborador. “Ele não foi apenas um profissional dedicado, mas uma presença luminosa que marcou profundamente a história de nossa Instituição e a vida de nossos alunos. Sua trajetória em nossa comunidade escolar será lembrada com imensa gratidão e respeito”, disse em nota.













