Justiça nega recurso de psicólogo condenado por maus-tratos a gatos

O psicólogo Pablo Stuar foi condenado em abril deste ano acusado de matar 17 gatos adotados

atualizado

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Material obtido pelo Metrópoles
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1 de 1 pablo-stuart-gatos - Foto: Material obtido pelo Metrópoles

A 2ª Vara Criminal do Gama rejeitou os embargos de declaração interpostos pela defesa e manteve a condenação de psicólogo Pablo Stuart Fernandes Carvalho. O réu foi condenado a 9 anos de prisão por matar 17 gatos.

A defesa de Pablo Stuart recorreu da sentença alegando diversas omissões e contradições. Entre os argumentos, destacavam-se a suposta quebra da cadeia de custódia das provas digitais, como vídeos e conversas de WhatsApp, a ausência de provas diretas de autoria e falhas na dosimetria da pena aplicada.

Os advogados também questionaram o nexo causal em relação a um caso específico: o do felino batizado de Joey, que foi encontrado com uma fratura completa no fêmur no apartamento do acusado.

Ao analisar o recurso, o magistrado afirmou que não há omissões ou obscuridades a serem sanadas na sentença original. Sobre as provas digitais, o juiz esclareceu que os arquivos foram entregues espontaneamente por particulares e extraídos de seus próprios dispositivos, não se tratando de vestígios colhidos por agentes estatais em local de crime, o que afasta a tese de irregularidade na custódia das provas.

Quanto ao caso do gato Joey, a decisão reforça que, independentemente de quem causou a fratura, o réu admitiu ter conhecimento do estado do animal e não providenciou o atendimento veterinário indispensável, mantendo-o em sofrimento manifesto.

A defesa de Pablo Stuart, por meio do advogado Diego Araújo, esclareceu que o recurso analisado neste momento não trata do mérito da absolvição.

“O que houve foi uma decisão sobre os embargos de declaração, um tipo de recurso que é analisado apenas, e tão somente, para sanar omissões, contradições e obscuridades, sem discutir o mérito da absolvição. Depois disso, o processo é levado a 2ª Instância onde será julgado a apelação. Esse julgamento deve ocorrer até o fim do ano”, afirmou ao Metrópoles.

MP pede aumento de pena

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) pediu, no último dia 12 de maio, o aumento da pena do psicólogo Pablo Stuart Fernandes Carvalho, condenado a 9 anos de prisão pela morte e por maus-tratos contra 17 gatos.

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Pablo fez ritual com gatos tigrados, afirmam autoridades
Ele adotou pelo menos 20 gatos em seis meses
Pablo Stuart Fernandes Carvalho, 30 anos, apontado como autor da morte de, pelo menos, 20 gatos
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O pedido de revisão de pena foi protocolado por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema) que recorreu parcialmente da decisão. O MPDFT afirma que houve erro jurídico por parte da 2ª Vara Criminal de Santa Maria ao calcular o tempo de reclusão de Pablo Stuart.

Para o MPDFT, a pena devida pelos crimes cometidos deveria ser ser superior a 46 anos de reclusão, uma vez que vários crimes foram praticados, mas foram tratados na Justiça como se fossem uma única infração.


Relembre o caso

  • Em 18 de março do ano passado, o Metrópoles revelou o caso de Pablo Stuart Fernandes Carvalho, 30 anos, psicólogo acusado de maltratar e matar diversos gatos.
  • Para além da crueldade, os crimes chamam a atenção porque absolutamente todos os felinos adotados por Pablo eram cinza e tinham pelagem rajada.
  • Pablo procurava protetores de animais pedindo para adotar os bichinhos. Um mês após uma adoção, ele inventava histórias para as doadoras afirmando que os bichos haviam sumido e pedia outro animal.
  • Ele conseguiu adotar pelo menos 20 felinos entre setembro de 2024 e março de 2025.
  • Após a divulgação inicial do caso, a maior dúvida era o que havia acontecido com os gatos. Depois, a investigação policial concluiu que Pablo matou quase todos os animais adotados — uma das cuidadoras conseguiu recuperar um deles.
  • Áudios obtidos pelo Metrópoles e depoimentos de vizinhos comprovaram o teor macabro das atitudes de Pablo: ele jogava os bichinhos contra a parede e os torturava com banhos indevidos no apartamento onde morava, no Gama.
  • Depois das primeiras denúncias e da repercussão do caso, Pablo foi preso pela PCDF em 25 de março de 2025. Dias depois, a Justiça converteu a prisão em preventiva.
  • O psicólogo passou por audiências na 2ª Vara Criminal do Gama em 18 de setembro e 9 de outubro. Na primeira data, a Justiça ouviu as testemunhas de acusação; na segunda, foi a vez de a defesa se posicionar.
  • A defesa do psicólogo recorreu da prisão, e a 2ª Vara Criminal do Gama aceitou o pedido de revogação da prisão preventiva em 30 de outubro de 2025. Ele está livre desde então.
  • O registro profissional de psicólogo de Stuart está cancelado.
  • Em 13 de abril de 2026, Pablo foi condenado a 9 anos de reclusão.

 

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