MPDFT pede aumento de pena de psicólogo condenado por matar 17 gatos
Pablo Stuart Fernandes Carvalho foi condenado a 9 anos de prisão, mas MPDFT alega que a pena deveria ser de 46 anos
atualizado
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O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) pediu, nesta terça-feira (12/5), o aumento da pena do psicólogo Pablo Stuart Fernandes Carvalho, condenado a 9 anos de prisão pela morte e por maus-tratos contra 17 gatos.
O pedido de revisão de pena foi protocolado por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema) que recorreu parcialmente da decisão. O MPDFT afirma que houve erro jurídico por parte da 2ª Vara Criminal de Santa Maria ao calcular o tempo de reclusão de Pablo Stuart.
Para o MPDFT, a pena devida pelos crimes cometidos deveria ser de ser superior a 46 anos de reclusão, uma vez que vários crimes foram praticados, mas foram tratados na Justiça, como se fossem uma única infração.
“A habitualidade ou serialidade da conduta não se confunde com crime continuado, sob pena de transformar a repetição criminosa em indevida causa de abrandamento da resposta penal”, diz trecho do recurso.
Na apelação, a Prodema enfatiza que os crimes ocorreram em datas e contextos distintos, ao longo de aproximadamente seis meses, entre setembro de 2024 e março de 2025.
Relembre o caso
- Em 18 de março do ano passado, o Metrópoles revelou o caso de Pablo Stuart Fernandes Carvalho, 30 anos, psicólogo acusado de maltratar e matar diversos gatos.
- Para além da crueldade, os crimes chamam a atenção porque absolutamente todos os felinos adotados por Pablo eram cinza e tinham pelagem rajada.
- Pablo procurava protetores de animais pedindo para adotar os bichinhos. Um mês após uma adoção, ele inventava histórias para as doadoras afirmando que os bichos haviam sumido e pedia outro animal.
- Ele conseguiu adotar pelo menos 20 felinos entre setembro de 2024 e março de 2025.
- Após a divulgação inicial do caso, a maior dúvida era o que havia acontecido com os gatos. Depois, a investigação policial concluiu que Pablo matou quase todos os animais adotados — uma das cuidadoras conseguiu recuperar um deles.
- Áudios obtidos pelo Metrópoles e depoimentos de vizinhos comprovaram o teor macabro das atitudes de Pablo: ele jogava os bichinhos contra a parede e os torturava com banhos indevidos no apartamento onde morava, no Gama.
- Depois das primeiras denúncias e da repercussão do caso, Pablo foi preso pela PCDF em 25 de março de 2025. Dias depois, a Justiça converteu a prisão em preventiva.
- O psicólogo passou por audiências na 2ª Vara Criminal do Gama em 18 de setembro e 9 de outubro. Na primeira data, a Justiça ouviu as testemunhas de acusação; na segunda, foi a vez de a defesa se posicionar.
- A defesa do psicólogo recorreu da prisão, e a 2ª Vara Criminal do Gama aceitou o pedido de revogação da prisão preventiva em 30 de outubro de 2025. Ele está livre desde então.
- O registro profissional de psicólogo de Stuart está cancelado.
- Em 13 de abril de 2026, Pablo foi condenado a 9 anos de reclusão.
O Metrópoles entrou com contato com a defesa de Pablo Stuart para comentar o pedido do MPDFT. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
