Justiça mantém preso homem que matou ex-namorada a facadas no DF

A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) e encaminhada ao Hospital Regional de Taguatinga, mas não resistiu

atualizado

metropoles.com

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Material cedido ao Metrópoles
vítima de feminicídio areal
1 de 1 vítima de feminicídio areal - Foto: Material cedido ao Metrópoles

O Núcleo de Audiências de Custódia do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) converteu em preventiva a prisão em flagrante de Daniel Luiz Magalhães, acusado de matar a ex-mulher a facadas, na madrugada desta terça-feira (26/5). A decisão foi proferida em audiência de custódia.

 

O crime ocorreu em contexto de violência contra a mulher. A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) e encaminhada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), mas não resistiu aos ferimentos. O suspeito foi conduzido à delegacia.

O Ministério Público do DF e dos Territórios (MPDFT) defendeu a regularidade do flagrante e a conversão da prisão em preventiva, enquanto a defesa pediu a concessão de liberdade provisória ao suspeito. Ao analisar o caso, porém, a magistrada concluiu pela necessidade de manutenção da prisão, diante da gravidade concreta da conduta e do risco à ordem pública.

Segundo a juíza, o caso evidencia periculosidade do investigado e risco à segurança da sociedade, especialmente em razão do modo de execução do crime, praticado com uso de faca e com extrema violência em via pública.

A magistrada destacou, ainda, que o investigado é reincidente e estava em regime aberto. Consta também que ele é pessoa em situação de rua e teria feito uso de substância entorpecente antes do crime. Para a juíza, medidas cautelares alternativas à prisão são insuficientes para evitar a reiteração criminosa e garantir a ordem pública.

A mulher morta pelo ex-namorado é Loide Vilene Alves dos Santos Guedes, de 30 anos. Inicialmente, a vítima não havia sido identificada porque estava sem documentos e o autor do crime disse à polícia que o nome dela era Helena.


Entenda o caso:

  • Daniel foi preso em flagrante por equipes do 17º Batalhão da PMDF. Os policiais haviam sido acionados via 190 por volta de 1h30 para atender à ocorrência de esfaqueamento. Ao chegarem ao endereço indicado, os militares encontraram a vítima caída no chão, ferida e com intenso sangramento.
  • O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi chamado imediatamente para prestar os primeiros socorros. A mulher foi levada às pressas para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), mas a unidade hospitalar confirmou que ela não resistiu à gravidade dos ferimentos.
  • Após o socorro à vítima, os policiais militares intensificaram o patrulhamento pelas redondezas para localizar o autor do crime. Um homem com as mesmas características relatadas pela testemunha foi encontrado nas proximidades. Durante a abordagem e a revista pessoal, as equipes localizaram com Daniel uma faca que continha manchas semelhantes a sangue.
  • Ele confessou o crime e disse que ficou “nervoso” ao ouvi-la falando dele para outras pessoas.
  • O homem e a arma foram encaminhados à 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), responsável por registrar o flagrante e conduzir os procedimentos cabíveis.

O Metrópoles apurou que há quatro anos Loide tinha uma pequena empresa onde vendia açaí. Ainda de acordo com a apuração, a vendedora estava vivendo em situação de rua e tinha iniciado um relacionamento amoroso com o agressor há cerca de 6 meses. O corpo dela já foi identificado e retirado pela família.

Inferiorizado

O crime aconteceu depois de uma discussão entre os dois. Ao ser detido, o criminoso disse ter se sentido ofendido pela mulher.

“Ela ficou falando de mim ‘pros’ outros lá, ficou me esculachando. Eu tava com essa faca já. Fique nervoso”, diz o homem em um vídeo obtido pelo Metrópoles.

Questionado pelos militares, o indivíduo confessou o ataque. Ele explicou que manteve um relacionamento amoroso com a vítima por alguns meses e justificou que a agrediu após a discussão em que se sentiu inferiorizado.

Ele já tinha passagens anteriores por porte de arma branca.

 

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