Justiça do DF mantém prisão de soldado que matou cabo do Exército
A sentença afirma que a substituição da prisão de Kelvin Barros por outras medidas cautelares “se revelam inadequadas e insuficientes”
atualizado
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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) manteve a prisão preventiva de Kelvin Barros da Silva (foto em destaque), de 21 anos, acusado de matar a cabo do Exército Brasileiro Maria de Lourdes Freire Matos, 25, em dezembro de 2025.
A decisão afirmou que, no caso de Kelvin, a prisão preventiva tem por objetivo a preservação da ordem pública.
“O afastamento cautelar do réu da sociedade se mostra apto para alcançar tal objetivo, visto que a gravidade em concreto do fato praticado evidencia que a liberdade do acusado expõe risco à garantia da ordem pública”, pontuou.
Ainda de acordo com a sentença, que foi publicada na última quinta-feira (12/3), a substituição da prisão por outras medidas cautelares “se revelam inadequadas e insuficientes” para o caso.
O Metrópoles entrou em contato com a defesa de Kelvin Barros e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
Entenda
- O ex-soldado confessou ter matado a cabo da mesma instituição Maria de Lourdes Freire Matos;
- O crime foi cometido em 5/12, no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), que fica no Setor Militar Urbano (SMU), área central de Brasília;
- Depois de matar a colega a facadas, Kelvin ateou fogo na sala em que ambos estavam no momento do crime e fugiu;
- Ele foi localizado horas depois, no Paranoá (DF), na casa em que morava com a família, e levado à 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), onde confessou o crime;
- A defesa de Kelvin disse que ele tinha um relacionamento extraconjugal com a cabo e que o crime ocorreu após uma discussão. Já os advogados da família de Maria de Lourdes defendem que o assassinato ocorreu por ele não aceitar ser subordinado da cabo;
- Na sexta-feira (12/12), o Exército concluiu procedimento administrativo instaurado contra Kelvin e o excluiu da força “a bem da disciplina”.
Competência
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou para o dia 8 de abril o julgamento do conflito de competência em torno do caso.
A Corte irá decidir se o crime será julgado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) ou pela Justiça Militar.
Enquanto o TJDFT aceitou a denúncia do Ministério Público (MPDFT) e tornou Kelvin réu, a Justiça Militar da União entendeu que o caso deveria ser julgado pela Corte militar e levou o embate ao STJ.
