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O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região intimou representantes do Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal e donos de empresas do setor para uma reunião de conciliação. A categoria entrou em greve nessa quinta-feira (1º/3). O encontro ocorreu na manhã desta sexta-feira (2) e terminou sem acordo, bem como uma audiência no Ministério Público do Trabalho. A categoria faz nova assembleia, às 19h30, e a tendência é manter o movimento.

Os vigilantes reivindicam aumento de 7% e manutenção de todas as cláusulas da convenção coletiva. A data-base era no início de janeiro, mas a categoria afirma que não houve avanço nas negociações.

A paralisação afetou o atendimento em hospitais, postos de saúde, escolas, parques e bancos. O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) determinou o fechamento de algumas unidades ambientais, como os parques de Águas Claras e o do Sudoeste. No INSS, agências também estão funcionando parcialmente, com número reduzido de vigilantes.

Decisão do TRT

 

Os problemas entre vigilantes e as empresas não são recentes. No mês passado, por exemplo, os empregados fizeram uma paralisação cobrando o pagamento do salário referente a dezembro, que deveria ter sido repassado no quinto dia útil de janeiro.

Em abril de 2017, outro episódio semelhante: devido à greve deflagrada no dia 18, hospitais funcionaram de maneira precária e bancos nem abriram as portas. Os serviços em órgãos federais também foram prejudicados.

O presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transporte de Valores no Distrito Federal (Sindesp-DF), Luis Gustavo Barra, rebate as informações dos vigilantes. “Nós tentamos negociar 21 vezes só neste ano. Tínhamos agendada uma reunião às 9h30 de hoje [quinta]. Uma vez deflagrada a greve, não tem sentido negociarmos agora”, declarou.

Segundo ele, o ganho real solicitado pelos profissionais é bastante superior ao Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de janeiro a dezembro de 2017. “O IPCA de 2017 é de 2%”, pontuou.