TRF-1 suspende ação penal da Circus Maximus até a inclusão de provas

Desembargador federal Ney Bello atendeu, em parte, pedido da defesa de réus para que sejam anexadas mídias usadas pela acusação

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 08/05/2019 7:55

Responsável pela ação penal decorrente da Operação Circus Maximus, o juiz federal titular da 10ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, Vallisney de Souza Oliveira, suspendeu, por ora, o processo. O despacho da noite desta terça-feira (07/05/2019) ocorre por força de uma liminar concedida em segunda instância.

No mesmo documento, Vallisney determina intimação do Ministério Público Federal (MPF) com urgência para se manifestar sobre a decisão do desembargador Ney Bello, considerando que há réus presos. Entre os detidos, estão Ricardo Leal, arrecadador da campanha do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e considerado o líder do esquema pelo MPF, e o ex-presidente do BRB Vasco Gonçalves.

Ney Bello deferiu, na segunda-feira (06/05/2019), pedido da defesa de Henrique Leite Domingues e Henrique Domingues Neto para a inclusão de elementos usados pela acusação.

“Ante o exposto, defiro a liminar, em parte, para suspender o curso da Ação Penal nº 1003577-22.2019.4.01.3400, até a juntada aos autos das mídias e demais elementos de prova elencados na denúncia – inclusive as colaborações premiadas –, bem como sua disponibilização à defesa técnica dos réus, ora pacientes, com devolução integral do prazo para apresentação de defesa prévia”, diz trecho da decisão.

Veja o despacho:

Despacho de suspensão da aç… by on Scribd

 

O MPF investiga suposto esquema criminoso no Banco de Brasília que teria movimentado R$ 348 milhões e pagado propina estimada em R$ 40 milhões.

Segundo as investigações, os prejuízos foram do BRB, participantes de fundos de pensão e Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), poupadores e sistema financeiro nacional.

Procurada, a defesa de Henrique Leite Domingues e Henrique Domingues Neto não havia se manifestado até a última atualização deste texto. O MPF também não retornou o contato da reportagem. O espaço continua aberto.

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