TJDFT julga recurso do Ministério Público contra absolvição de Arruda
O ex-governador foi absolvido, no ano passado, de crime de fraude em licitação no episódio que envolve o jogo Brasil x Portugal no Bezerrão

A 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) julga, nesta quinta-feira (1º/3), recurso do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) contra sentença de primeira instância que absolveu o ex-governador José Roberto Arruda do crime de fraude em licitação. A sessão está marcada para as 13h30.
O processo trata da acusação de irregularidades na promoção do jogo amistoso entre as seleções de futebol de Brasil e Portugal realizado no Estádio Bezerrão, no Gama, em novembro de 2008. Além de Arruda, são réus na ação o ex-presidente da Federação Brasiliense de Futebol (FBF) Fábio Simão e o ex-secretário de Esportes do Distrito Federal Aguinaldo Silva de Oliveira.
À época do amistoso, o GDF – então comandando por Arruda – contratou a empresa Ailanto Marketing para a divulgação da partida por R$ 9 milhões, sem a realização de licitação. Segundo a denúncia do MPDFT, o processo para a pactuação com a companhia foi cheio de irregularidades e causou prejuízos aos cofres públicos.Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA tese, no entanto, não foi acatada pelo juiz Osvaldo Tovani, da 8ª Vara Criminal de Brasília. Ao absolver todos os acusados, o magistrado afirmou que “não há prova segura de que a intenção era causar dano ao erário”.
O julgamento desta quinta-feira vai decidir se reforma a decisão, como deseja o MPDFT, ou se a mantém. O relator do caso é o desembargador George Lopes Leite.
Procurados pela reportagem, os defensores de Arruda não tinham retornado os contatos até a última atualização deste texto. No entanto, quando o ex-governador foi absolvido no julgamento de outubro do ano passado, o advogado Paulo Emílio Catta Preta disse que a decisão reforçava o entendimento segundo o qual o governo, à época, seguiu todos os procedimentos legais na organização da partida.
“Apresentamos argumentos fartos no curso da instrução, o que levou ao convencimento da Justiça de que os trâmites obedeceram a todos os ditames legais”, afirmou Catta Preta na ocasião.



