PMs são condenados a 23 anos por triplo homicídio no DF

Dois policiais cobriram as cabeças das vítimas e atiraram contra seus crânios. Crime ocorreu em 2006

Jacqueline Lisboa/Especial para o Metrópoles.Jacqueline Lisboa/Especial para o Metrópoles.

atualizado 13/08/2019 20:15

Depois de mais de 30 horas de julgamento, os dois policiais militares acusados de triplo homicídio em São Sebastião foram condenados a 23 anos de prisão, em regime inicial fechado, e à perda do cargo público. No entanto, eles poderão recorrer em liberdade. Os jurados também reconheceram duas qualificadoras defendidas pelo Ministério Público: crueldade e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. Os promotores de Justiça vão recorrer para pedir o aumento da pena.

“Depois de anos de abusos, os acusados finalmente foram punidos por esse crime tão chocante junto à comunidade de São Sebastião. Apesar da pena baixa para as circunstâncias, a sociedade deixa o recado de que não tolera práticas ilícitas de policiais”, disse o promotor de Justiça Daniel Bernoulli.

O crime ocorreu em janeiro de 2006. De acordo com a denúncia do Ministério Público, a residência de um policial militar aposentado foi invadida. Foram furtados sua arma de fogo e outros pertences.

O policial passou a desconfiar que um grupo de três amigos fosse responsável pelo crime. Informados sobre as suspeitas, os policiais Gilberto Duarte Rivaroli Filho e Silvio Bueno dos Reis, conhecido como “Cara de Rato”, abordaram as vítimas e as levaram para as margens do Rio Jardim, sob uma ponte, em São Sebastião. No local, cobriram as cabeças dos jovens com camisetas e os executaram com tiros no crânio.

Os condenados também são suspeitos de integrar grupo de extermínio na região. Na época do crime, os réus chegaram a ser presos, mas recorreram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e aguardaram o julgamento em liberdade.

A reportagem tenta contato com a defesa dos condenados para comentar o caso. (Com informações do MPDFT)

Últimas notícias