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Uma quadrilha que cometia furtos em condomínios residenciais de luxo do Distrito Federal foi condenada pela Justiça nessa quarta-feira (16/5). O grupo, composto por oito pessoas, também agia em outras regiões do país, como São Paulo e Belo Horizonte. Raquel Veríssimo da Silva, apontada pela Polícia Civil como líder do grupo, recebeu a maior condenação: 48 anos e 3 meses de prisão. A decisão é do juiz Aimar Neres de Matos, da 4ª Vara Criminal de Brasília.

Alcyr Albino Dias de Silva, braço direito de Raquel, responderá em regime fechado por 34 anos e 7 meses. O magistrado também determinou que todos os objetos e carros roubados ou adquiridos com os recursos dos crimes sejam leiloados. O valor arrecadado será dividido entre as vítimas de oito furtos.

Operação Condominus
Em 6 de março de 2017, a Polícia Civil prendeu sete pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em furtar condomínios de luxo em diversas regiões do Brasil e no exterior.

Segundo a investigação, o grupo atuava há mais de 15 anos, em vários estados do Brasil, além de Argentina e Chile. No Distrito Federal, eles agiram em 2012 e retornaram em janeiro de 2017. Ao todo, mais de R$ 5 milhões em joias, bolsas de marca, relógios e bebidas das vítimas foram recuperados na ação.

Ao longo dos anos, o grupo utilizou o dinheiro dos furtos para comprar imóveis e carros de luxo. A investigação também demonstrou que a organização adquiriu um restaurante em um bairro nobre da zona oeste de São Paulo.

Com o lucro obtido nos crimes, os integrantes levavam uma vida confortável e ostentavam os objetos de marca, tanto os furtados quanto os comprados pelos próprios criminosos.

 

 

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