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A 4ª Vara Criminal de Brasília acatou o pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e arquivou o inquérito da Operação 12:26 por falta de provas. A ação apontava Carlos Augusto Sobral Rollemberg, irmão do governador Rodrigo Rollemberg, e outras seis pessoas supostamente envolvidas em tráfico de influência.

Investigações da Coordenação Especial de Combate à Corrupção ao Crime Organizado e aos Crimes contra a Administração Pública (Cecor) em parceria com a 1ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) apontavam a participação dos suspeitos em acertos de contas com o Hospital Home e aluguel de um imóvel na Asa Norte, além do aumento de potencial construtivo do Shopping Iguatemi, no Lago Norte. Todos os citados negam irregularidades.

Ao Metrópoles, o promotor Roberto Carlos Silva, da Prodep, disse que “não ficou caracterizada a vantagem ou promessa de vantagem”. “Não ficou claro quem foi influenciado nem quem pediu que influenciassem. Enfim, apesar do esforço da polícia e do MP, não conseguimos comprovar o crime”, concluiu, por meio da assessoria de imprensa.

Na peça referente ao pedido de arquivamento, o promotor alerta que poderá oferecer ação penal caso surjam novas provas.

A investigação
O inquérito policial em questão é oriundo da Operação 12:26, deflagrada em 7 de agosto para o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão. As diligências foram realizadas, inclusive, dentro do Palácio do Buriti.