Jovem que atropelou e matou ciclista no DF é condenada a pagar R$ 1 mi

Mônica Karina Cajado Lopes, 21, terá de arcar com despesas e desembolsar cinco salários mínimos até a data em que a vítima faria 75 anos

atualizado

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Mônica Karina Cajado Lopes
1 de 1 Mônica Karina Cajado Lopes - Foto: Reprodução

A Justiça do Distrito Federal condenou Mônica Karina Rocha Cajado Lopes, 21 anos, a pagar pensão e indenização por danos materiais e morais à esposa e ao filho do ciclista Edson Antonelli – morto em abril de 2017, após ser atropelado pela jovem, que dirigia bêbada pelo Lago Norte. Somados, os valores a serem pagos ultrapassam R$ 1 milhão.

Nessa quantia está incluso o pagamento à viúva de pensão em valor mensal equivalente a cinco salários mínimos, até a data em que Edson – morto aos 61 – completaria 75 anos ou até a morte da mulher.

Também são consideradas as despesas com funeral, o valor da bicicleta, os gastos médicos e o pagamento de R$ 50 mil à esposa e ao filho a título de danos morais.

No dia do atropelamento, o teste do bafômetro acusou níveis altos de álcool no sangue de Mônica – 154% acima do limite, configurando crime de embriaguez. Ela tinha saído de uma festa na Torre de TV Digital.

A jovem, condenada a 2 anos e 6 meses de prisão, deve cumprir a pena em regime inicialmente aberto.

Para o magistrado que assina a sentença, como foi comprovada a culpa da condutora pelos crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro, essa circunstância é suficiente para lhe atribuir a responsabilidade pelos danos causados à família da vítima.

A defesa sustentou que os extratos bancários não comprovam renda mensal de R$ 15 mil, quantia supostamente recebida pela vítima, e eventual pagamento de pensão deveria ocorrer até os 65 anos do ciclista, e não 75. Os advogados argumentaram, ainda, que a condenação às indenizações deveria considerar a difícil situação financeira da família da jovem.

Relembre o caso
O aposentado Edson Antonelli morreu na manhã do dia 23 de abril de 2017, após ser atropelado na Quadra 7 do Lago Norte. Ele foi atingido pelo carro guiado por Mônica e faleceu no local.

Mônica foi presa no dia do acidente, um domingo, mas ganhou liberdade após pagar fiança de R$ 5 mil, na segunda-feira seguinte. Em audiência, a juíza substituta do Núcleo de Audiências de Custódia do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Lorena Alves, concedeu à motorista a liberação da cadeia.

Na delegacia, Mônica relatou que, no dia do acidente, saiu de uma festa na Torre Digital e foi de Uber até a QI 12 do Lago Norte, onde estava o carro dela, um GM Ônix.

Em novembro de 2017, o juiz titular da 8ª Vara Criminal de Brasília ouviu três testemunhas, além da ré, na audiência de instrução e julgamento no processo.

A acusada assumiu a autoria do homicídio culposo – aquele no qual não há a intenção de matar – e embriaguez ao volante. (Com informações do TJDFT)

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