Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Justiça

Em meio à pandemia, falsários tentam aplicar o golpe dos precatórios no DF

TJDFT faz novo alerta para que as pessoas não repassem nenhum valor a suspeitos que têm tentado se passar por servidores do tribunal

13/05/2020 12:18, atualizado 13/05/2020 12:24

Preocupado com as investidas de criminosos que se passam por servidores do Judiciário ou órgãos parceiros, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) fez novo alerta de que, em nenhuma hipótese, solicita qualquer quantia em dinheiro ou depósito bancário para a liberação de valores referentes a precatórios.

Recentemente, a Coordenadoria de Conciliação de Precatórios (Coorpre) informou que tem atendido ligações de credores que estão sendo alvos de falsários. Eles relataram o recebimento de telefonemas, nos quais o interlocutor se identifica como servidor do TJDFT, procurador ou advogado e, diante de informações prévias, pede à vítima que efetue depósito de determinada quantia na conta bancária indicada para que seja possível realizar o levantamento de alvará.

O TJDFT esclarece que esse não é o procedimento adotado pela Justiça quanto ao pagamento de precatórios. E ainda que o cidadão não deve fazer nenhum depósito antecipado para receber o valor que lhe foi determinado mediante decisão judicial.

Em meio à pandemia, falsários tentam aplicar o golpe dos precatórios no DF - destaque galeria
5 imagens
Falsários se passam por servidores da Coordenadoria de Conciliação de Precatórios e exigem depósito bancário para levantamento de alvará
Banco de Brasília (BRB) tem criado linhas de crédito para auxiliar pequenos empreendedores durante a pandemia
Boletim de ocorrência deve ser registrado na delegacia eletrônica da PCDF
Notas de dinheiro
Tribunal de Justiça do DF também pediu bloqueio de patrimônio da empreiteira
1 de 5

Tribunal de Justiça do DF também pediu bloqueio de patrimônio da empreiteira

DANIEL FERREIRA/METRÓPOLES
Falsários se passam por servidores da Coordenadoria de Conciliação de Precatórios e exigem depósito bancário para levantamento de alvará
2 de 5

Falsários se passam por servidores da Coordenadoria de Conciliação de Precatórios e exigem depósito bancário para levantamento de alvará

iStock/Foto ilustrativa
Banco de Brasília (BRB) tem criado linhas de crédito para auxiliar pequenos empreendedores durante a pandemia
3 de 5

Banco de Brasília (BRB) tem criado linhas de crédito para auxiliar pequenos empreendedores durante a pandemia

Daniel Ferreira/Metrópoles
Boletim de ocorrência deve ser registrado na delegacia eletrônica da PCDF
4 de 5

Boletim de ocorrência deve ser registrado na delegacia eletrônica da PCDF

PCDF/Divulgação
Notas de dinheiro
5 de 5

Notas de dinheiro

Daniel Ferreira/Metrópoles

A Corte alerta também que a Coorpre não está fazendo o pagamento a credores que não foram intimados. Informa que a proposta de acordo direto com o GDF foi finalizada em março e os procedimentos para homologação ainda está em tramitação. Não há data prevista para assinatura do termo de acordo e respectivo pagamento, em razão da pandemia do novo coronavírus.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
No entanto, a Corte informa que credores de precatórios superpreferenciais estão recebendo. Para tanto, e em razão da pandemia, que suspendeu o atendimento presencial no BRB e nas dependências do TJDFT, o crédito é repassado por meio de transferências bancárias.

Em caso de recebimento desse tipo de falsa comunicação – seja por meio telefônico, carta, email, WhatsApp ou qualquer outro –, o cidadão deve comunicar o fato imediatamente à ouvidoria do TJDFT e registar boletim de ocorrência na delegacia eletrônica da PCDF, sendo certo que se trata de ação fraudulenta.

Para ficar bem informado, o TJDFT disponibiliza em seu site uma página com perguntas frequentes acerca de precatórios esclarecendo questões relativas a alvará de pagamento, tributos, reserva de honorários advocatícios, entre outras.