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Três meses após ter o julgamento adiado, o caso do delegado aposentado da Polícia Civil Waldecy Camelo vai a júri popular nesta quarta-feira (18/4). Camelo é um dos acusados de dois homicídios qualificados – um tentado e outro consumado –, além de corrupção de menores. Ele responde ainda por dois sequestros.

Os casos ocorreram em 2009 e serão apreciados no Tribunal do Júri de Brazlândia. O julgamento havia sido marcado para 31 de janeiro, mas foi adiado em razão da ausência de uma das testemunhas de defesa.

Em 16 de dezembro de 2009, em Taguatinga Sul, o delegado e um adolescente teriam obrigado dois rapazes a entrar em um carro. Eles teriam sido levados até uma estrada de terra, onde foram orientados a sair do automóvel e se ajoelhar. O adolescente teria derrubado os dois, e Camelo, atirado contra eles.

Uma das vítimas fingiu-se de morta e conseguiu fugir em direção a um hospital, onde foi socorrida. A outra pessoa atingida morreu na hora.

De acordo com denúncia do Ministério Público, no mesmo dia, também em Taguatinga Sul, o delegado aposentado e o adolescente obrigaram, mediante ameaça com arma de fogo, duas pessoas a entrar em um veículo.

Eles algemaram os dois e, ao chegar em uma estrada de terra em Brazlândia, Camelo ordenou que as vítimas saíssem do carro. No entanto, elas conseguiram se desvencilhar das algemas e correram. Apesar dos disparos, ninguém foi atingido.

Vingança 
Waldecy Camelo teria matado o adolescente e tentado assassinar outro para vingar a morte do próprio filho. Wesley Camelo tinha 24 anos quando foi morto pelas costas enquanto comia um cachorro-quente numa barraca na QS 5 de Águas Claras. Camelo era chefe da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) à época.