Casal de italianos é habilitado pelo TJDFT para adotar crianças do DF
Homem é bancário, e a mulher, funcionária de um instituto com fins educacionais, na cidade de Viadana, situada no norte da Itália

Um casal italiano foi habilitado para adotar dois irmãos brasilienses, de seis e nove anos de idade. Por unanimidade dos votos, o pedido foi acolhido pelos integrantes da Comissão Distrital Judiciária de Adoção (CDJA) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
A comissão levou em conta o fato de o parecer do Ministério Público apontar que o casal atendeu aos critérios exigidos para a adoção internacional. Entre eles, boas condições emocionais, financeiras e de saúde; não terem antecedentes criminais; e, principalmente, estarem dispostos a constituir uma família e tratar como filhos duas crianças brasileiras. O homem é bancário, e a mulher, funcionária de um instituto com fins educacionais, na cidade de Viadana, situada no norte da Itália.
A comissão também considerou a adequada regularidade do credenciamento do organismo internacional que intermediou a adoção. Após a leitura do relatório, o presidente da comissão declarou o casal habilitado para a adoção internacional dos irmãos, por unanimidade.
Estágio de convivência
Após a habilitação deferida ao casal, o próximo passo é o cumprimento da obrigatoriedade do estágio de convivência de um mês com as crianças brasileiras, que deve ser iniciado em julho para estreitar a convivência entre filhos e pais.
Os irmãos foram cadastrados para a adoção internacional porque nenhuma família brasileira manifestou interesse em acolhê-los. A CDJA faz a habilitação somente quando há criança com perfil compatível ao desejado pela família vinculada a um organismo internacional, a fim de se evitar falsas expectativas de adoção.
Estatística
Segundo dados da Secretaria Executiva da CDJA, o perfil de adotados por estrangeiros no Distrito Federal inclui crianças com a média de idade de nove anos e irmãos. As famílias são, em geral, casais acima de 40 anos, sem filhos e predominantemente italianos. Entre 2000 e 2016, a CDJA autorizou 37 adoções internacionais, sendo sete em 2016 e três este ano.


