Amagis-DF se manifesta sobre confusão entre juíza e advogado em fórum

Discussão começou após desentendimento sobre inclusão de testemunha e terminou na delegacia

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 13/09/2019 0:22

A Associação dos Magistrados do Distrito Federal (Amagis-DF) se manifestou sobre uma discussão envolvendo um advogado e uma juíza, que terminou na delegacia. O episódio ocorreu no dia 10 de setembro, no 3º Juizado Especial Cível de Ceilândia, após desentendimento sobre a inclusão de uma testemunha. A segurança chegou a ser acionada e o homem recebeu voz de prisão, mas ele se recusou a sair sem que um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estivesse presente.

Confira a íntegra da nota da Amagis

“A Amagis, entidade que representa mais de 430 magistrados, entre juízes e desembargadores, ativos e aposentados, vem a público reafirmar que preza pelo recíproco respeito entre juízes, promotores e advogados.

Salienta que as irresignações contra as decisões judiciais devem ser canalizadas nos meios processuais cabíveis e não serem motivações para agressões em desfavor dos julgadores.

No que se refere ao episódio ocorrido no 3º Juizado Especial Cível de Ceilândia, na última terça-feira, a AMAGIS vem esclarecer que, ao contrário do que diz a nota emitida pela Subseção da OAB de Ceilândia, foi determinada a retirada do advogado da sala de audiências porque não só faltou com todo o decoro e respeito necessário para o exercício da sua função naquela ocasião, como violou a legislação penal, ao invés de se utilizar dos instrumentos processuais adequados para seus protestos.

Por fim, o não uso de algemas ocorreu por determinação da juíza, em que pese o estado alterado e periclitante do advogado, em respeito à lei, e não por intervenção de membro da OAB.

A Amagis repudia o episódio e continuará intransigente na defesa dos valiosos magistrados que coíbem abusos para, com imparcialidade e igualdade, garantir os direitos das partes.”

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