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Distrito Federal

Justiça converte em preventiva prisão de homem que matou mulher no Itapoã

Anderson Gonçalves matou Flávia Gomes a facadas na frente da filha de 4 anos, no Itapoã. Justiça citou gravidade do crime e risco de fuga

09/09/2026 07:18, atualizado 09/09/2026 07:22
Rede sociais/Reprodução
Vigilante e feminicida Anderson Gonçalves

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) converteu em preventiva a prisão em flagrante de Anderson Gonçalves da Silva (foto em destaque), de 44 anos, que atacou e matou a facadas a companheira Flávia Gomes da Silva, de 35 anos, na frente da filha de 4 anos. O feminicídio ocorreu nessa segunda-feira (7/9), no Itapoã (DF).

Veja fotos:

Justiça converte em preventiva prisão de homem que matou mulher no Itapoã - destaque galeria
6 imagens
Flávia Gomes da Silva, 35 anos
Mulher foi morta no Itapoã (DF)
Vítima foi morta na frente da filha de 4 anos
Homem fugiu após matar companheira, mas foi preso no dia seguinte
Flávia Gomes era frentista
Anderson Gonçalves, 44 anos, matou a companheira a facadas
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Anderson Gonçalves, 44 anos, matou a companheira a facadas

Imagem cedida ao Metrópoles
Flávia Gomes da Silva, 35 anos
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Flávia Gomes da Silva, 35 anos

Imagem cedida ao Metrópoles
Mulher foi morta no Itapoã (DF)
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Mulher foi morta no Itapoã (DF)

Reprodução/@radarparanoa
Vítima foi morta na frente da filha de 4 anos
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Vítima foi morta na frente da filha de 4 anos

Reprodução / Redes sociais
Homem fugiu após matar companheira, mas foi preso no dia seguinte
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Homem fugiu após matar companheira, mas foi preso no dia seguinte

Reprodução / Redes sociais
Flávia Gomes era frentista
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Flávia Gomes era frentista

Reprodução / Redes sociais

Na decisão, a Justiça considerou a gravidade do crime e o risco à ordem pública para manter Anderson preso. Também foram levados em conta o fato de o feminicídio ter ocorrido na presença de crianças e adolescentes, o risco de fuga e a arma usada no crime não ter sido localizada.

Segundo o auto de prisão em flagrante, testemunhas policiais apontaram Anderson como autor do crime, e ele próprio confessou ter matado Flávia durante depoimento à autoridade policial. Familiares da vítima também relataram um histórico de relacionamento conturbado entre o casal.

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O Ministério Público considerou legal a prisão em flagrante e pediu que Anderson permanecesse preso preventivamente, além da coleta de material para identificação do perfil genético. A Defensoria Pública, por outro lado, pediu que ele respondesse ao processo em liberdade e que o caso tramitasse sob sigilo.

“O delito de feminicídio foi cometido em via pública, na presença de crianças e adolescentes, inclusive na presença da filha menor do casal de apenas quatro anos, o que demonstra a gravidade concreta do delito e a periculosidade do autor do fato”, diz trecho da decisão do TJDFT.

A decisão também ressaltou que a arma usada para matar Flávia ainda não foi localizada e apontou risco de fuga diante da repercussão pública do caso.

Com isso, a Justiça considerou insuficientes outras medidas cautelares e determinou a conversão do flagrante em prisão preventiva. Também foi determinado sigilo sobre os dados do processo relacionados à criança que presenciou o assassinato.

Crime e prisão

Flávia caminhava pela rua acompanhada da filha de 4 anos, após voltar de um supermercado, quando foi abordada e atacada por Anderson. A menina presenciou a mãe ser assassinada e segundo informações repassadas à polícia, Anderson teria mandado a própria filha correr durante o crime.

Veja vídeo:

Metrópoles contou ao menos 10 golpes contra a vítima. A vítima cai no chão durante o ataque, mas Anderson continua a desferir as facadas. Em seguida, ele deixa o local andando normalmente.

Durante o ataque, várias pessoas aparecem na rua, e ninguém tenta impedir a fuga suspeito.

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Após o crime, Flávia foi socorrida por um morador da região que ouviu os pedidos de ajuda. O eletricista e socorrista Odesvaldo Alves Cardoso, de 30 anos, contou ao Metrópoles que estava se preparando para tomar banho para ir à igreja quando ouviu os gritos da vítima e da filha dela.

“Ela gritou por mais ou menos seis vezes. A criança, a filha dela, estava gritando, e aí eu desci lá para ajudar. Quando eu cheguei, ela estava de olho aberto e em estado de choque”, disse. “Comecei a fazer os primeiros socorros nela. A mulher estava caída e respirando. O coração dela estava batendo, e comecei a fazer os primeiros socorros nela, eu e uma moça abençoada”.

Segundo o socorrista, Flávia permaneceu respirando e com o coração batendo até a chegada das equipes de emergência. Ele deixou o local após os bombeiros assumirem o atendimento e soube posteriormente que a vítima havia morrido.

“Antes de eu sair para a igreja, eles falaram que ela tinha falecido”, afirmou.

Odesvaldo disse ainda que um vizinho retirou a menina de 4 anos do local para evitar que ela acompanhasse o socorro da mãe. Pouco depois, um dos filhos mais velhos de Flávia chegou ao endereço.

Depois o filho mais velho da vítima veio para o local do crime. Quando descobriu que a mãe morreu ele entrou em desespero”, acrescentou.

Após matar Flávia, Anderson fugiu do local. O Metrópoles apurou que a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) já estava no encalço do suspeito e que a prisão em flagrante era iminente.

O advogado de Anderson tentou apresentá-lo à delegacia, mas, antes que isso ocorresse, ele foi capturado. A prisão ocorreu por volta das 7h, nas imediações da 6ª DP, responsável pela investigação do feminicídio.

Em depoimento, Anderson afirmou que teve uma discussão com Flávia e que, no calor do momento, pegou uma faca que mantinha dentro do carro e a esfaqueou. Segundo ele, o objeto era usado para pescaria.

Flávia deixou três filhos, a criança de 4 anos, um adolescente de 16 e outro adulto.

Testemunhas relataram aos policiais que ouviram uma discussão entre o casal momentos antes do feminicídio. Familiares também disseram que Flávia e Anderson mantinham um relacionamento conturbado.

A irmã da vítima soube da morte após ser avisada por telefone pela nora de Flávia. Em depoimento, ela contou que o casal mantinha um relacionamento desde 2017 e que, apesar de não morarem oficialmente juntos, Anderson frequentava constantemente a casa da vítima.

A familiar afirmou ainda ter presenciado Anderson agredir Flávia em duas ocasiões diferentes. Segundo ela, a vítima já havia reclamado sobre o comportamento do companheiro, mas nunca chegou a registrar boletim de ocorrência contra ele.


Mais detalhes:

  • De acordo com a irmã, apesar das agressões, Flávia nunca chegou a registrar boletim de ocorrência.
  • A parente disse que eles não estavam morando oficialmente juntos, mas que Anderson frequentava constantemente a residência da vítima.
  • Também foi relatado no boletim de ocorrência que Anderson fazia uso excessivo de bebidas alcoólicas, principalmente nos finais de semana.
  • A declarante reforçou que Flávia já havia feito reclamações sobre o comportamento de Anderson.
  • Após o crime, ele teria ido à casa onde a vítima morava. A irmã não soube informar se ele foi procurar a filha de 4 anos, a quem teria mandado correr.

Em depoimento, o feminicida admitiu ter buscado a arma do crime em seu veículo e ter fugido depois de golpeá-la: “Ela caiu no chão, peguei o carro e saí”.

Ainda segundo Anderson, ele teria saído dirigindo para um matagal, onde teria perdido a faca utilizada no crime, um objeto de pesca, e sua carteira.

Assista o depoimento:

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