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Distrito Federal

Jornalista é abordada por policial durante ao vivo na Câmara dos Deputados.

Déborah Sena relatou que policiais legislativos foram acionados enquanto ela trabalhava no Anexo IV da Câmara dos Deputados

30/10/2026 14:41, atualizado 30/10/2026 15:25
Reprodução/AuriVerde Brasil
Jornalista é abordada por policial durante ao vivo na Câmara dos Deputados

A jornalista Déborah Sena foi abordada por um policial legislativo da Câmara dos Deputados, na manhã desta sexta-feira (30/10), enquanto fazia uma transmissão ao vivo para a rádio AuriVerde Brasil. Segundo a jornalista, ela chegou ao local por volta das 8h30 para realizar uma transmissão ao vivo na área externa da entrada do anexo IV. Por volta de 11h, uma viatura com dois policiais armados chegou e abordou a profissional enquanto ela estava no ar.

Veja vídeo:

Déborah relatou que um dos agentes interrompeu a transmissão para questionar se ela tinha autorização para permanecer no local e afirmou que a jornalista deveria estar utilizando o crachá de identificação.

“Eu pedi que o policial aguardasse o final do link, mas ele não quis aguardar […] Eu não questiono protocolo de segurança. Mas não posso aceitar que o corpo de funcionários da Câmara troque a sua própria inércia por intimidação à imprensa durante o exercício do trabalho”, afirmou.

Ao Metrópoles, Deborah afirmou que foi abordada “como se fosse uma deliquente”.

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“Ele se aproximou de mim dizendo que queria conversar, eu disse que estava ao vivo enquanto estava com o microfone desligado. Ele ficou ali do meu lado, inspecionou meus equipamentos, olhou para os meus crachás do Congresso”, disse.

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A jornalista participava de uma entrevista conduzida por Alexandre Pittoli com o deputado Sanderson (PL-RS) quando ocorreu a abordagem. Segundo Déborah, o policial afirmou que bastava ela se identificar para que ele deixasse o local e, segundo a jornalista, também riu durante a abordagem.

“O que me fere é o sentimento de prepotência que faz as pessoas imaginarem que uma transmissão ao vivo pode ser, tranquilamente, interrompida”, disse.

Após o episódio, Déborah procurou duas funcionárias do setor administrativo da Câmara para questionar o motivo da abordagem. Segundo ela, as servidoras alegaram que haviam tentado conversar com a jornalista, mas a tentativa ocorreu enquanto ela realizava a entrevista.

A Câmara dos Deputados e o Departamento de Polícia Legislativa da Casa foram procurados para comentar o episódio, mas não retornaram até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.