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Na Mira

Funcionário da Papuda usou cartões de policiais penais em tabacaria do DF

Polícia Civil do DF recuperou 22 cartões de mais 10 policiais penais. Autor, de 20 anos, foi ouvido e confessou os furtos

30/10/2026 11:34
Getty Images
Imagem de pessoa segurando o cartão de crédito com uma mão e as contas com outra - Metrópoles

A coluna Na Mira apurou que o funcionário terceirizado suspeito de furtar cartões bancários de policiais penais na Penitenciária do Distrito Federal II (PDF II), no Complexo da Papuda, utilizou os cartões para fazer diversas compras em uma tabacaria do DF. O valor total das transações, bem como o nome e endereço do estabelecimento, não foram divulgados.

O suspeito, de 20 anos, foi levado à 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) na quinta-feira (29/10), onde confessou os furtos e disse que utilizava os cartões em compras por aproximação. Ao todo, a polícia recuperou 22 cartões bancários pertencentes a, pelo menos, 14 vítimas.

Segundo o delegado Thiago Peralva, da 30ª DP, as compras realizadas pelo investigado tinham valores que variavam entre R$ 150 e R$ 250. “Ele comprou mais de uma vez na mesma tabacaria”, confirma Peralva.

A delegacia, agora, apura se os responsáveis pelo comércio em questão têm envolvimento no crime. “Vamos investigar se há envolvimento de alguém do estabelecimento, porque, na verdade, pode ser uma simulação de compra: ele podia estar efetuando a compra, mas recebendo uma parte em dinheiro”, afirmou Peralva.

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Entenda o caso

  • O funcionário terceirizado aproveitava que possuía acesso aos alojamentos da unidade prisional, onde os policiais penais guardavam suas carteiras durante os plantões, para furtar os cartões bancários sem que os servidores percebessem;
  • A investigação começou após policiais penais notarem o desaparecimento dos cartões e identificarem compras e tentativas de transações que não reconheciam;
  • Em 26 de outubro, pelo menos três servidores tiveram os cartões utilizados no mesmo dia, em horários próximos e em um mesmo estabelecimento comercial. Os investigadores também identificaram registros de ocorrências semelhantes desde o início de setembro;
  • Com o cruzamento de informações, policiais da Seção de Investigação Geral (SIG) da 30ª DP, em conjunto com a Polícia Penal, chegaram ao funcionário terceirizado de 20 anos.

Confissão

Na quinta-feira (29/10), o investigado foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos e confessou os furtos. Ele foi liberado em seguida porque, segundo a PCDF, não havia situação de flagrante. O celular dele foi apreendido e será submetido à perícia.

Inicialmente, a investigação identificou três vítimas, mas algumas pessoas acreditavam ter perdido os cartões e não imaginavam que haviam sido furtados. Os demais proprietários dos cartões recuperados ainda serão ouvidos.

O caso é investigado como furto qualificado por abuso de confiança e fraude.