João de Deus: MPDFT também vai ouvir e receber denúncias de vítimas

Relatos serão enviados ao Ministério Público de Goias (MPGO). Até o momento, instituição brasiliense não recebeu qualquer registro

atualizado 11/12/2018 13:49

Paris Filmes/Divulgação

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) também vai receber denúncias de mulheres vítimas de crimes sexuais praticados pelo médium João de Deus. Integrantes das promotorias de Justiça em todas as cidades do Distrito Federal foram orientados a realizar oitivas com as pessoas que procurarem a instituição. Os relatos serão enviados com urgência ao Ministério Público de Goias (MPGO). Até o momento, a instituição brasiliense não recebeu qualquer registro.

Último balanço divulgado nesta terça-feira (11/12) mostra que o MPGO recebeu 78 denúncias. Já o MP em São Paulo apura 230 casos e a primeira oitiva será realizada nesta tarde.

Os registros poderão ser feitos pessoalmente na sede da instituição, no Eixo Monumental, ou por meio da ouvidoria, que fará o encaminhamento ao MPGO. Nos casos de atendimento pessoal, que requerem atenção especial, o MPDFT poderá disponibilizar uma equipe de psicólogos para apoiar as vítimas durante as oitivas.

Para quem preferir entrar em contato diretamente com o MPGO, foi criado o e-mail específico para essa finalidade: [email protected]

Escândalo
O programa Conversa com Bial, comandado pelo jornalista Pedro Bial na Rede Globo, exibiu, na  madrugada de sábado (8), depoimentos de mulheres que afirmam terem sido abusadas por João de Deus. Há mais de 40 anos, o médium faz atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, município goiano localizado a pouco mais de 100km de Brasília. Conhecido mundialmente, ele é acusado de crimes sexuais por dezenas de vítimas.

Após o escândalo envolvendo o médium vir à tona, os promotores de Justiça de Goiás receberam diversas ligações. Eles formaram uma força-tarefa. A partir dos depoimentos e provas colhidas, MPGO pode pedir a interdição da Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia.

“Já há uma coordenação nacional com todas as promotorias das outras cidades e depoimentos marcados para outros Ministérios Públicos, como o de São Paulo e o de Minas Gerais. Isso vai servir para as vítimas se sentirem à vontade para procurar o MP”, disse o promotor Luciano Miranda, coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim), um dos coordenadores da força-tarefa.

Até agora os crimes a serem apurados são: estupro, abuso sexual mediante fraude e estupro de vulnerável.

 

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