Jabuti com casco queimado no DF ganha prótese 3D e entra para o livro dos recordes

Casco artificial é considerado a primeira prótese mundial para esse tipo de animal. Bicho teve 90% do casco queimado em incêndio no Paranoá

atualizado 29/09/2021 14:27

Jabuti que teve casco queimado em incêndio no DF ganha prótese 3D e entra para o livro dos recordesreprodução

A jabuti fêmea Fred, que teve 90% do casco queimado em incêndio no Paranoá, em 2015, entrou para o Guinness Book 2022 com a primeira prótese animal feita em impressora 3D no mundo.

A nova integrante do livro dos recordes tinha cerca de 20 anos quando precisou ser resgatada e levada até uma clínica veterinária de animais silvestres, onde se recuperou e recebeu o novo casco. O modelo artificial é considerado a 1ª prótese mundial para esse tipo de animal.

“Ele é fundamental para a sobrevivência do animal. Sem o casco, qualquer estrutura com ponta pode perfurar e pode ser fatal para o bicho. Então, é muito importante que ele tenha sempre essa proteção disponível”, explicou o veterinário Matheus Rabello.

O designer gráfico Cicero Moraes, os veterinários Roberto Fecchio, Rodrigo Rabello e Matheus Rabello e o cirurgião dentista Paul fizeram a prótese em 2015, após dois meses de estudos. O casco custou cerca de R$ 160 e é feito de ácido polilático, um material biodegradável.

Após a impressão, o trabalho foi pintado à mão por um artista de Brasília, que aplicou cores realistas. Agora, o animal passa por reabilitação. “Não sabíamos o que esperar da prótese. Logo que conseguimos colocar, percebemos que Fred se adaptou de forma imediata, sem rejeições e já pôde se esconder dentro da prótese. Aquilo começou a fazer parte dela”, contou Matheus.

O veterinário contou ao Metrópoles que Fred não corre mais risco de morte devido ao acidente de 2015. À época, o veterinário chegou a cogitar a eutanásia. “Nos primeiros 45 dias, ela teve crise de pneumonia, estomatite e vários ferimentos graves. Ficamos muito assustados”, lembrou.

Agora, a preocupação do veterinário é com a recuperação a longo prazo. “Como é a primeira vez que isso foi feito no mundo, não sabemos quais serão as reações da Fred no futuro”, pontua.

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