Internas da Colmeia produzem 10 mil máscaras para a Saúde do DF

Os itens possuem três camadas, sendo duas de TNT e uma de tecido com retenção bacteriana e servirão para abastecer a rede pública de saúde

atualizado 14/04/2020 7:35

As detentas da Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), popularmente conhecida como Colmeia, estão confeccionando 10 mil máscaras cirúrgicas.

A parceria foi firmada entre as secretarias de Saúde do DF (SES) e de Segurança Pública (SSP) para aproveitar a mão de obra de mulheres sentenciadas, com experiência em costura. Assim, elas trabalham na confecção de máscaras para proteger os profissionais que atuam diretamente no cuidado das pessoas afetadas pelo novo coronavírus.

Até o momento, as internas já produziram 1,7 mil máscaras, distribuídas entre as unidades que mais necessitam. O compromisso firmado com a secretaria de Saúde é que 10 mil máscaras sejam confeccionadas para abastecer a rede. Os itens possuem três camadas, sendo duas de TNT e uma de tecido com retenção bacteriana.

A diretora da PFDF, Rita de Cássia Gaio, trabalha com a expectativa de que, nas próximas semanas, seja possível alcançar essa quantidade de máscaras. “Com o material filtrante doado pela pasta, conseguiremos entregar essa quantidade”, diz. Segundo a diretora, 26 sentenciadas produzem, atualmente, 300 máscaras por dia. Três dias trabalhados correspondem a um dia a menos da sentença.

Papuda

No início do mês, o Metrópoles publicou que os presos da Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I), no complexo penitenciário da Papuda, também estavam produzindo máscaras. A meta é fabricar aproximadamente três milhões de unidades nos próximos dois meses para reforçar a prevenção contra o coronavírus.

Os itens serão entregues para unidades socioeducativas, comunidades terapêuticas, entre outros locais vinculados à  Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus).

Outras secretarias estão com editais abertos para aquisição dos equipamentos, que poderão ser atendidos com os produtos da oficina de costura realizada pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap).

A produção é considerada importante porque pode abastecer o mercado com produtos mais baratos. Atualmente, a unidade da máscara custa, em média, R$ 4. A ideia é conseguir entregar cada unidade a R$ 0,45. Segundo a pasta, outro benefício dessa produção é contribuir para o processo de ressocialização dos internos.

A bolsa paga aos internos tem o valor de 3/4 do salário mínimo, parte desse dinheiro fica com o reeducando, outra vai para a família e o restante é depositado em um poupança para ser sacado no término da pena. A cada três dias de trabalho, o interno recebe um dia de perdão na pena.

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