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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), gestor do Parque Nacional de Brasília (PNB), confirmou por meio de nota, nesta sexta-feira (16/9), que estuda entregar à iniciativa privada a gestão de serviços na unidade, o que seria feito por meio de concessão. Segundo o órgão, os estudos estão em fase de elaboração. O objetivo é, destacou em nota, “melhorar a prestação de serviço à população”.

O modelo a ser seguido será o mesmo adotado no Parque Nacional do Iguaçu, onde ficam as as Cataratas do Iguaçu, e no Parque Nacional da Tijuca, que abriga o Cristo Redentor. O instituto explicou que vai continuar “dono” do parque e, por isso, não haverá privatização, mas sim a concessão, já que vai terceirizar serviços.

Abrindo mão da gestão de atividades como segurança, bilheteria, alimentação e estacionamentos, por exemplo, o o ICMBio terá mais recursos financeiros e mão de obra para cuidar da conservação ambiental, como fiscalização, prevenção e combate a incêndios florestais, educação e pesquisas.

O órgão também explicou a mudança no funcionamento das duas piscinas da Água Mineral, a partir da próxima terça-feira (20). A partir da data, os espaços serão abertos de forma alternada, para “otimizar recursos”, uma vez que exigem alto investimento em manutenção.

“O funcionamento das piscinas Areal e Pedreira, será alternado a partir do dia 20 de setembro,
com a perspectiva de duração até o dia 31 de dezembro deste ano. Diariamente, haverá piscina disponível e os demais atrativos funcionarão normalmente para visitação pública, permitindo o acesso de 2 mil visitantes por dia. O horário de funcionamento do parque não sofrerá alterações”, informou o instituto.

Preocupados com as mudanças, que podem encarecer a entrada dos usuários ao parque, integrantes da Associação dos Amigos do Parque Nacional de Brasília se reuniram na manhã desta sexta com a direção do espaço. “Nosso maior temor é com relação ao aumento do preço da entrada, o que pode inviabilizar o acesso ao parque, que é de todos”, explicou a presidente da entidade, Junia Lara.

Em conversa com a associação, a diretora do parque, Juliana Alves, garantiu que os contratos de concessão serão elaborados de forma a evitar exageros, disse Junia. “Ela nos explicou que hoje o parque arrecada R$ 2 milhões com os ingressos e tem uma despesa de R$ 4 milhões, o que ameaça o próprio espaço”, disse.

Com a concessão, a empresa vencedora poderá, por exemplo, explorar um estacionamento pago dentro do parque, além de oferecer trilhas e atividades diferenciadas, como arvorismo e aluguel de bicicleta, por exemplo, para os usuários interessados.

Em 1º de novembro do ano passado, o valor do ingresso foi reajustado em 50%, passando de R$ 8 para R$ 12, numa tentativa de reduzir o déficit na arrecadação.

 

 

 

 

 

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