Ibaneis sobre radicalização política: “Agrava a pobreza no Brasil”

O emedebista fez a declaração após receber, nesta terça-feira (19/10), uma homenagem da OAB

atualizado 19/10/2021 13:23

Arthur Menescal/Especial Metrópoles

A radicalização do cenário político está agravando os problemas econômicos e a pobreza no Brasil. Este é o entendimento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Para o chefe do Executivo local, quem mais sofre com um país tão divido politicamente é a população mais carente. O emedebista fez a declaração após receber, nesta terça-feira (19/10), uma medalha, um troféu e o Diploma Raymundo Faoro, no plenário do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“Nós continuamos a viver uma divisão que ocorreu nas últimas eleições. Uma divisão que não é boa para o Brasil; não é boa para as pessoas mais carentes, que são as que realmente sofrem. Veja que nós estamos vivendo um período de inflação alta, de dólar alto, de bolsa de valores em queda. Na ponta, isso gera um cenário que só empobrece os mais necessitados”, argumentou.

Questionado pela imprensa sobre sugestões possíveis para a crise, o emedebista defendeu que o embate político deve ser travado pelas ideias, sem paixões. “Longe de mim querer dar sugestões ao presidente Bolsonaro ou ao presidente Lula nesse sentido, mas acho que todos aqueles que veem a situação pela qual o Brasil passa, neste momento, sabem da necessidade de que você tenha um debate que corra pelo centro das ideias; um debate que corra pelas soluções dos problemas que o país vive, sem radicalização”, comentou.

Homenagem da OAB

A cerimônia de entrega das honrarias foi conduzida pelo presidente da OAB Nacional, Felipe Santa Cruz. Em discurso, ele destacou personagens do direito que assumiram papéis de destaque na política nacional, incluindo o governador Ibaneis, que é ex-presidente da seccional do Distrito Federal da OAB (OAB-DF). “Ibaneis é, acima de tudo, um bravo e competente advogado”, afirmou.

Segundo Santa Cruz, o Brasil vive um período de séria crise política, agravada pela pandemia de Covid-19. “O uso instrumental do ódio é usado como ferramenta de atuação política”, alertou. Para o presidente nacional, a OAB não pode acomodar-se diante dos problemas e deve buscar soluções pacíficas com base nos princípios do direito. “Nenhum de nós dará nenhum passo trás na defesa da nossa democracia”.

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