Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Ibama recolhe sete das 27 serpentes apreendidas em investigações da PCDF

As apurações tiveram início após o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck, 22 anos, ser picado por uma Naja kaouthia

27/07/2020 23:22

Sete das 27 serpentes que estavam no Zoológico de Brasília foram recolhidas, nesta segunda-feira (27/7), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). As cobras foram apreendidas ao longo de investigação da Polícia Civil do DF (PCDF) que apura suposto esquema de tráfico de animais exóticos na capital do país.

As investigações tiveram início após o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck, 22 anos, ser picado por uma Naja kaouthia que criava como bicho de estimação. O caso foi mostrado com exclusividade pelo Metrópoles.

O destino dos animais recolhidos nesta tarde não havia sido informado pelo Ibama até a última atualização desta reportagem.

Operação Snake

Desdobramentos da Operação Snake, deflagrada para apurar tráfico de animais exóticos na capital, apontaram para um suposto plano para obstrução de provas, envolvendo amigos e familiares de Pedro Krambeck.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF

Veja imagens:

Ibama recolhe sete das 27 serpentes apreendidas em investigações da PCDF - destaque galeria
11 imagens
Ela costuma viver em regiões da África e da Ásia
A Naja não é uma cobra típica do Brasil
Zoológico de Brasília fez ensaio fotográfico com cobra que picou estudante
Brasil não tem soro para o animal
A serpente não é natural de nenhum habitat brasileiro
No Brasil, não há Najas, logo, o soro que combate o veneno desse tipo de serpente é raro
1 de 11

No Brasil, não há Najas, logo, o soro que combate o veneno desse tipo de serpente é raro

Material Cedido ao Metrópoles
Ela costuma viver em regiões da África e da Ásia
2 de 11

Ela costuma viver em regiões da África e da Ásia

Material Cedido ao Metrópoles
A Naja não é uma cobra típica do Brasil
3 de 11

A Naja não é uma cobra típica do Brasil

Foto: Reprodução
Zoológico de Brasília fez ensaio fotográfico com cobra que picou estudante
4 de 11

Zoológico de Brasília fez ensaio fotográfico com cobra que picou estudante

Ivan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução
Brasil não tem soro para o animal
5 de 11

Brasil não tem soro para o animal

Ivan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução
A serpente não é natural de nenhum habitat brasileiro
6 de 11

A serpente não é natural de nenhum habitat brasileiro

Ivan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução
Ibama recolhe sete das 27 serpentes apreendidas em investigações da PCDF - imagem 7
7 de 11

Ivan Mattos/ Zoológico de Brasília
A Naja foi transferida para o Butantan, em SP
8 de 11

A Naja foi transferida para o Butantan, em SP

Ivan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução
Naja no Zoo
9 de 11

Naja no Zoo

Ivan Mattos/ Zoológico de Brasília
No Zoo de Brasília, serpente ganhou espaço próprio para sua espécie
10 de 11

No Zoo de Brasília, serpente ganhou espaço próprio para sua espécie

Ivan Mattos/Zoológico de Brasília/Reprodução
Ibama recolhe sete das 27 serpentes apreendidas em investigações da PCDF - imagem 11
11 de 11

Ivan Mattos/ Zoológico de Brasília

Policiais civis da 14ª Delegacia de Polícia (Gama) passaram a trabalhar no caso tão logo Pedro foi internado, após ser atacado pela Naja. Inicialmente, a suspeita era de que os fatos teriam ocorrido no Gama, mesma região em que fica localizado o hospital Maria Auxiliadora, unidade de saúde para onde o estudante foi levado e chegou a ficar em coma.

Dias depois, outras 16 serpentes exóticas foram localizadas em uma região de Planaltina. Os animais estavam acondicionados dentro de caixas plásticas deixadas em uma baia de cavalo, numa propriedade rural, quando foi deflagrada a operação da Polícia Civil do Distrito Federal.

A ação mirou amigos de Pedro – entre eles Gabriel Ribeiro, acusado de tentar esconder a Naja e preso semana passada –, bem como a mãe e o padrasto do estudante, um coronel da Polícia Militar do DF. À época da ação policial, o Metrópoles revelou que o coronel foi visto carregando caixas com diversas cobras no residencial onde a família mora, no Guará. Ele disse não saber o que havia dentro dos recipientes.