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As chuvas desta quinta-feira (2/11) castigaram o Sol Nascente, em Ceilândia. Além de destruir residências e causar erosões em avenidas, um homem ficou ferido ao ser levado por uma enxurrada. A cena foi filmada por volta das 14h40 pela empresária Marcela Bagli, que registrava o acúmulo de água na região.

Ela foi alertada por suas funcionárias sobre o homem que estava sendo arrastado. “A chuva não foi forte, mas a correnteza foi muito grande. Sempre que questionamos o poder público eles não dão resposta alguma”, afirmou Marcela, que se queixou da falta de infraestrutura no Trecho 3 do Sol Nascente, onde ela gravou o vídeo.

O homem foi arrastado por diversos metros, até ser resgatado por comerciantes de uma das avenidas mais movimentadas do setor. Apesar do susto, ele sofreu apenas escoriações nas mãos, nos cotovelos, nos joelhos e nas costas. Um dos comerciantes da região o levou para sua casa e ofereceu a ele banho, roupas limpas e cuidados para seus ferimentos.

“Eu tenho comércio aqui há 12 anos e nunca tivemos melhorias. Não adianta falar com ninguém, porque nada é feito”, lamentou Marcela Bagli.

 

 

Trecho 2

Nessa quarta-feira (1º/11), o trecho 2 do Sol Nascente também foi castigado. Cinco casas foram interditadas, carros ficaram ilhados e ruas inteiras tornaram-se intransitáveis.

Na Avenida Vitória, um Corsa preto foi danificado ao cair em uma cratera de aproximadamente cinco metros. Próximo dali, na Chácara 122, uma parte de um sobrado desabou. Devido ao risco de desmoronamento do restante da estrutura, as quatro residências vizinhas tiveram de ser esvaziadas.

A Subsecretaria da Defesa Civil condenou o imóvel e analisa quais técnicas serão usadas para demolir a casa. “Queremos fazer isso de forma a causar o menor impacto possível nas outras residências”, afirma o subsecretário da Defesa Civil, coronel Sérgio Bezerra.

Sobre as ruas alagadas, Bezerra diz que ligações clandestinas na rede de esgoto da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) podem ter causado rompimento nos canos. “Identificamos acúmulo de sujeira na rede, o que fez a água extravasar por meio dos postos de visita (aquelas tampas que ficam no meio da rua). O excesso de água em contato com a terra ainda fofa acabou escavando parte do solo e causou erosões”, afirmou.

Segundo o líder comunitário Carlos Botani, o volume de água que desceu pelas ruas assustou os moradores. “Tinha carro engolido por crateras, e correntezas fortíssimas varriam tudo o que encontravam pela frente”, relatou.

Profissionais da Defesa Civil permanecem nas áreas mais afetadas nesta quinta-feira (2/11) para avaliar a extensão dos estragos.

Veja vídeo do estrago causado pela chuva:

 

 

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