Hospital particular não atenderá mais policiais militares do DF
Segundo a PMDF, pedido foi feito pelo Hospital Santa Marta e aceito pela corporação

A partir da próxima terça-feira (3/11), os policiais militares do Distrito Federal não poderão mais ser atendidos em situações emergenciais pelo Hospital Santa Marta, em Taguatinga. Conforme circular do Departamento de Saúde e Assistência de Pessoal (DSAP) da corporação, o próprio hospital solicitou a suspensão.
O credenciamento da unidade havia sido realizado em caráter de urgência, em julho, para garantir atendimento durante a pandemia do novo coronavírus. Três meses após o acordo firmado, no entanto, a PMDF alega que o hospital solicitou “a suspensão dos serviços, de urgência e emergência, a partir de 31 de outubro de 2020”.
O pedido foi atendido, segundo o comunicado, “com a finalidade de exercer maior controle das despesas no âmbito do Sistema de Saúde da Corporação, tornando-o mais sustentável e eficiente”.
O texto finaliza lembrando que os atendimentos, em urgência e emergência, no Hospital Maria Auxiliadora no Gama foram normalizados.
Confira a íntegra da circular:
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Por meio de nota enviada na manhã desta sexta-feira (30/10), a diretoria do Hospital Santa Marta informou que “a recente suspensão, preventiva e temporária, dos atendimentos de urgência e emergência à PMDF se deve à iminente necessidade de se ter um suplemento orçamentário, de forma a garantir a continuidade da prestação de serviços, conforme contrato firmado entre as duas instituições”.
Ainda de acordo com o hospital, “a notificação, que teve interface com as autoridades e lideranças da PMDF, poderá ser reconsiderada mediante o aporte solicitado à atual nota de empenho”.
O Santa Marta reforçou “o compromisso em manter o atendimento de excelência, padrão da instituição, aos pacientes internados da PM, até o momento da alta hospitalar”.
GDF liberou R$ 15 milhões há duas semanas
No dia 14 de outubro, a PM anunciou que os os atendimentos de urgência e emergência no Hospital Maria Auxiliadora, no Gama, suspensos no início do mês, seriam retomados no dia 15. A decisão foi tomada após o GDF direcionar crédito complementar de R$ 15 milhões para o Fundo da Saúde da corporação.
O dinheiro foi transferido da reserva de contingência do governo por meio de decreto publicado no Diário Oficial do DF (DODF) no último dia 9. A decisão foi tomada justamente após os militares ficarem sem atendimento no hospital do Gama.
Entre os motivos para a suspensão, a corporação afirmou que o controle de gastos “demonstra uma insuficiência de saldo na Nota de Empenho do Hospital Maria Auxiliadora para a realização de novas despesas no ano de 2020”.
Outro motivo foi o pedido feito pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) para que a PMDF adequasse os gastos com assistência à saúde de acordo com o orçamento aprovado, abstendo-se de realizar despesas sem cobertura orçamentária e financeira, conforme prevê a Constituição.
A suspensão motivou até mesmo um protesto das esposas de policiais militares em frente ao Palácio do Buriti.











