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Os familiares de Maria Cláudia de Siqueira Del’Isola, universitária encontrada enterrada no terreno da própria casa após ter sido estuprada e morta pelo caseiro da família, convocaram a população para uma audiência pública na Câmara Legislativa, na quinta- feira (11/10), que irá definir se o parque da EQS 112/113 receberá o nome de Maria Cláudia, em homenagem à vítima.

O projeto de lei que batiza o parque, de autoria do deputado Wellington Luiz (MDB), tramitou em diversas comissões dentro da Casa, sempre com pareceres favoráveis e, agora, passa por uma audiência pública.

Relembre o caso
O corpo de Maria Cláudia, com 19 anos à época, foi encontrado três dias após o desaparecimento dela ter sido informado à polícia, em 9 de dezembro de 2004. A vítima estava enterrada no quintal da própria casa, com sinais de estrangulamento, estupro e facadas.

O crime aconteceu no Lago Sul, um dos bairros mais nobres de Brasília. O caseiro da família, Bernadino do Espírito Santo, foi apontado como o principal suspeito logo após o crime. Em 2007, ele foi condenado a 65 anos de prisão por estupro, assassinato e ocultação do cadáver.

A namorada de Bernardino, Adriana de Jesus Santos, foi condenada pela morte da estudante, em dezembro de 2004. Submetida a júri popular, a ré, pela sentença, teria de cumprir 58 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, estupro, atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver.