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Distrito Federal

"Bebe" é condenado por matar inimigo e atirar contra outros três no DF

O crime ocorreu em 5 de novembro de 2020, no Gama. Homem matou uma pessoa e feriu outra após vítimas negarem que teriam drogas

31/08/2022 10:43, atualizado 31/08/2022 19:09
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De acordo com o documento, o cenário é de superlotação e falta de profissionais de diferentes áreas para atuarem nos presídios
“Bebe” é condenado por matar inimigo e atirar contra outros três no DF

A Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Gama obteve a condenação de Jhonatan Sousa Rodrigues, conhecido como “Bebe”, pelo homicídio de João Víctor Ferreira Reis, e pelas tentativas de homicídio de três outras vítimas. O réu foi condenado, nessa terça-feira (30/8), a 25 anos de reclusão em regime inicial fechado.

O Tribunal do Júri condenou Jhonatan pelo homicídio qualificado por motivo fútil, pois o réu decidiu matar a vítima por ele ter negado que possuía droga para venda, além do fato de não ter ficado satisfeito com a resposta dada por João Víctor. Além disso, o crime foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas.

O outro réu, Gabriel Lucas Carvalho Reis, já tinha sido condenado a 20 anos e 7 meses pelos mesmos crimes, em julgamento ocorrido em maio de 2022.

Entenda o caso

O crime ocorreu em 5 de novembro de 2020, por volta das 5h20, no Setor Oeste do Gama. Segundo informações do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Jhonatan, que estava acompanhado de Gabriel, efetuou disparos de arma de fogo contra João Victor e outras três pessoas.

As vítimas estavam confraternizando no local quando Jhonatan e Gabriel aproximaram-se em um carro questionando se teriam drogas para vender. As vítimas responderam que não. Neste momento, João Victor teria dito a Jhonatan: “Demorou, mano. Vai com Deus”. O agressor, então, questionou: “Você sabe com quem está falando?”, e saiu do local.

Em seguida, os réus retornaram e pararam o veículo próximo às vítimas. Jhonatan desceu do carro e disparou contra quatro pessoas. João morreu e outra pessoa foi atingida. As outras duas não foram atingidas por erro de pontaria.

Já o outro réu, Gabriel, contribuiu para a prática do crime, pois teria conduzido Jhonatan até as vítimas, aguardado a execução do crime e facilitado a fuga do comparsa.

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