Homem que matou mulher trans por causa de marmita vai a júri no DF
Quase quatro anos após o crime, Joaci Oliveira dos Santos foi preso pela Polícia Militar do Distrito Federal, em agosto de 2024

Acusado de matar Juliana da Cruz Costa, uma mulher trans de 33 anos, Joaci Oliveira Santos, de 46 anos, será julgado no próximo dia 28 de julho pelo Tribunal do Júri de Brasília. O suspeito esfaqueou a vítima na clavícula, no dia 10 de dezembro de 2020, após uma discussão enquanto Juliana aguardava para pegar uma marmita em um restaurante, no Sudoeste (DF).
Há duas versões investigadas sobre a motivação do crime. A primeira, dada pelo companheiro de Juliana, é que Joaci não gostou de como Juliana o respondeu após o suspeito ter pedido crack para o casal. Juliana teria dito que “não é traficante” e teria mandado Joaci procurar outra pessoa.
A segunda versão dita por três testemunhas é que Juliana teria se recusado a dividir uma marmita com Joaci. Na época do crime, o homem já cumpria pena em regime semiaberto por outro homicídio. A imagem do homem chegou a ser divulgada à época pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

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Ver todasJoaci foi denunciado por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Caso seja condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.
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Quase quatro anos após o crime, em 2024, Joaci foi preso pela Polícia Militar do Distrito Federal.
Ao ser flagrado, o morador de rua, à época, tentou se jogar de viaduto da EPTG. O homem estava embriagado e foi agarrado pelos policiais antes de cair.
O foragido andava próximo à marginal da EPTG e foi avistado durante patrulhas na região do Lúcio Costa, no Guará. Sem saber que se tratava do homicida foragido, os policiais o abordaram para evitar um possível acidente, já que ele andava de forma perigosa pela via de alta velocidade.
Ao se aproximarem, perceberam que o homem estava bastante alterado. Segundo a PMDF, Joaci passou diversos nomes errados durante a entrevista policial.
De acordo com os policiais, ele assumiu que era foragido da Justiça e, repentinamente, tentou se jogar do viaduto, mas foi salvo pelos militares, que o puxaram pelo braço antes que ele caísse.









