Homem que matou esposa com 58 facadas é condenado a 37 anos e 6 meses

Caso foi o primeiro no DF denunciado com base na Lei nº 14.994, em vigor desde outubro de 2024; crime ocorreu em 27 de outubro daquele ano

atualizado

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1 de 1 Magecson – suspeito feminicídio3 - Foto: Redes sociais

Magecson dos Anjos Matias foi condenado, nesta terça-feira (2/6), a 37 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de Jucélia dos Santos da Silva, morta com 58 facadas. A decisão é do Tribunal do Júri de Ceilândia.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) e reconheceu que o crime foi praticado com emprego de meio cruel, diante da extrema violência empregada contra a vítima. O réu não poderá recorrer em liberdade.

A denúncia, oferecida em novembro de 2024, foi a primeira no Distrito Federal por feminicídio consumado com base na nova legislação, que prevê pena de até 40 anos de prisão para o assassinato de mulheres em contexto de violência doméstica ou de gênero. A norma também endurece as regras para progressão de pena.

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Suspeito de feminicídio foi linchado por testemunhas
Magecson está internado no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) em estado grave
Magecson dos Anjos Matias, 40
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58 golpes de faca

O crime ocorreu em 27 de outubro de 2024, no Trecho 2 do Sol Nascente, próximo ao Restaurante Comunitário da região. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Jucélia foi atacada com golpes de faca na região do pescoço e morreu no local.

De acordo com o laudo cadavérico, a vítima apresentava 58 feridas perfurocortantes no rosto e no pescoço, além de múltiplas escoriações. O exame também apontou lesões de defesa nas mãos, nos braços e antebraços.

A causa da morte foi registrada como traumatismo cervical provocado por instrumento perfurocortante.

Segundo a denúncia e depoimentos colhidos durante a investigação, Magecson perseguiu a companheira em via pública antes do ataque. Testemunhas relataram que Jucélia tentou fugir, mas foi alcançada pelo agressor, que passou a golpeá-la repetidamente com uma faca.

Uma testemunha afirmou que o acusado dizia frases como “eu te falei que eu ia te pegar” enquanto desferia os golpes.

Magecson foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva na audiência de custódia. No último dia 29, a Justiça analisou um pedido de liberdade feito pela defesa do réu, mas o juiz entendeu que não havia elementos novos para justificar a liberação do autor.

Agressão

Após o assassinato, Magecson foi agredido por populares. Ele foi detido pela polícia e encaminhado ao Hospital Regional de Ceilândia devido aos ferimentos.

Durante as investigações, uma irmã do acusado relatou à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que o casal não tinha filhos e mantinha um relacionamento marcado por discussões frequentes motivadas por ciúmes.

À época, o delegado Mauro Aguiar Machado afirmou que a quantidade de golpes indicava uma “descarga de ódio” contra a vítima.

“O ódio, a ira, cega o ser humano. A quantidade de golpes mostra uma descarga de ódio do autor contra a vítima”, declarou.

Segundo a investigação, Magecson e Jucélia estavam juntos havia cerca de dois anos. Os dois teriam saído de Barreiras (BA) em busca de melhores oportunidades de trabalho no DF.

 

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