Há um mês esperando por cirurgia, paciente corre risco de perder o pé

Paciente deu entrada no HRC em julho por conta de um corte no pé direito. Ferimento se agravou, e a família cobra celeridade no atendimento

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

imagens fortes 7
1 de 1 imagens fortes 7 - Foto: null

Um morador do Distrito Federal pode ter um membro amputado e corre até risco de morte porque o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) tem demorado a realizar uma cirurgia. O autônomo Valdenor Gonçalves da Silva (foto em destaque), 63 anos, está com o pé direito em necrose por conta de complicações do diabetes e precisa de uma intervenção imediata. Há, inclusive, uma ordem judicial para que Valdenor seja operado, mas o hospital ainda não fez o procedimento.

Fotos e vídeos registrados pela família dão conta da gravidade do quadro do paciente. As imagens são fortes.

Veja:

Há um mês esperando por cirurgia, paciente corre risco de perder o pé - destaque galeria
8 imagens
Valdenor Gonçalves da Silva, 63 anos
Valdenor está internado desde 26 de julho aguardando cirurgia no pé direito
Membro do paciente está em necrose
Valdenor chegou com o pé em estado semelhante a esse, mas, sem intervenção cirúrgica, o quadro piorou
Quadro foi agravado pelo fato de o paciente ter diabetes, diz a família
Imagens fortes
1 de 8

Imagens fortes

Valdenor Gonçalves da Silva, 63 anos
2 de 8

Valdenor Gonçalves da Silva, 63 anos

Material cedido ao Metrópoles
Valdenor está internado desde 26 de julho aguardando cirurgia no pé direito
3 de 8

Valdenor está internado desde 26 de julho aguardando cirurgia no pé direito

Material cedido ao Metrópoles
Membro do paciente está em necrose
4 de 8

Membro do paciente está em necrose

Material cedido ao Metrópoles
Valdenor chegou com o pé em estado semelhante a esse, mas, sem intervenção cirúrgica, o quadro piorou
5 de 8

Valdenor chegou com o pé em estado semelhante a esse, mas, sem intervenção cirúrgica, o quadro piorou

Material cedido ao Metrópoles
Quadro foi agravado pelo fato de o paciente ter diabetes, diz a família
6 de 8

Quadro foi agravado pelo fato de o paciente ter diabetes, diz a família

Material cedido ao Metrópoles
Paciente pode perder o pé e até mesmo morrer caso não haja intervenção
7 de 8

Paciente pode perder o pé e até mesmo morrer caso não haja intervenção

Material cedido ao Metrópoles
Família busca respostas para o caso
8 de 8

Família busca respostas para o caso

Material cedido ao Metrópoles

O autônomo deu entrada na enfermaria do HRC em 26 de julho. Em relatório médico produzido pela unidade a pedido da família cerca de 20 dias depois, o hospital informa que o paciente tinha “presença de osteomielite [infecção óssea]” e estava “em aguardo de leito no anexo para agendar abordagem cirúrgica”.

O relatório em questão, assinado por um médico da unidade, confirma ainda “piora progressiva importante” e “extremamente secretiva, fétida e com edema” no pé direito de Valdenor. “A cirurgia realizada o quanto antes pode evitar a piora clínica e laboratorial do paciente”, afirma o documento.

Sobrinho de Valdenor, o analista bancário Gabriel Frota, 28, aponta omissão e demora na tomada de providências médicas adequadas. “A desculpa, agora, é que o médico está de férias e que não tem ninguém para operar o meu tio. Ele já estava com a cirurgia agendada há duas semanas, porém, um caso urgente passou à frente e suspenderam a intervenção”, conta o rapaz.

A demora na cirurgia pode levar  Valdenor não só à amputação, mas também a óbito. “O pé dele está quase todo tomado pela necrose, o que representa risco não apenas de amputação mais extensa, mas também de infecção generalizada e até de morte”, aponta o sobrinho.

“Os médicos reconhecem a necessidade de cirurgia imediata, mas, apesar da gravidade, o procedimento não está sendo realizado”, ressalta Gabriel.

Desesperada, a família já esgotou as próprias forças para tentar resolver o problema de Valdenor. “Estamos sem saber o que fazer”, conta Gabriel. “Meus primos, filhos dele, têm feito visitas diárias. Fui vê-lo no sábado e não aguentei ver o pé dele, passei mal”, confessa.

“O sentimento que temos é de muita tristeza e sofrimento. Além disso, ele próprio está com o psicológico muito abalado, pedindo uma solução”.

Resposta

Em nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou que Valdenor “encontra-se sob acompanhamento e assistência da equipe do HRC”. A pasta alegou que “todos os protocolos clínicos e assistenciais estão sendo devidamente seguidos, e todas as informações estão sendo repassadas ao paciente e a seus familiares”.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?