Greve do Metrô-DF completa uma semana e 80% da frota começa a rodar

Os metroviários decidiram cumprir a decisão do TST para manter em funcionamento 80% dos trens durante os horários mais movimentados

atualizado 26/04/2021 10:37

Greve no Metrô-DFArthur Menescal/Especial para o Metrópoles

A greve dos funcionários do Metrô-DF completa uma semana nesta segunda-feira (26/4). A partir de uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), os metroviários devem manter 80% da frota de trens em circulação nos horários de maior movimento.

Durante assembleia realizada na noite do último sábado (24/5), os trabalhadores optaram por cumprir integralmente a determinação judicial, a partir de domingo (25/4). O TST ampliou de 60% para 80% o número de veículos rodando nos horários de pico, e de 40% para 60% nos demais momentos.

Com a decisão, em dias úteis, o mínimo da frota no horário de pico – das 6h às 8h45 e das 16h45 às 19h30 – é de 19 dos 24 trens em circulação. Das 8h45 às 16h45, serão nove – 60% do número que normalmente roda nesse intervalo. Entre as 19h15 e as 23h30, o mínimo passa a ser de cinco trens em circulação.

Aos sábados, serão 12 trens no horário de pico (das 6h às 9h45 e das 17h às 19h15); das 9h45 às 17h, sete trens; das 19h15 às 23h30, cinco composições. Aos domingos e feriados, o mínimo será de cinco trens durante todo o horário de funcionamento, das 7h às 19h.

Veja imagens do metrô durante a greve:

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Ônibus

Em razão da greve dos metroviários, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) criou um plano emergencial para reforçar as linhas de ônibus com destino ao Plano Piloto. A mudança foi implementada no primeiro dia da paralisação.

Enquanto durar a greve, haverá mais viagens de ônibus em Samambaia, Ceilândia, Taguatinga e Águas Claras. Cerca de 30 linhas terão acréscimo de viagens, com veículos remanejados de outros itinerários com menor número de passageiros. Além dos horários de pico, haverá reforço durante toda a manhã e à noite.

Disputa

Os metroviários entraram em greve por tempo indeterminado após assembleia na madrugada do último dia 19 de abril. O principal gatilho para o movimento paredista foi o corte do auxílio-alimentação, no início deste mês.

“Nosso benefício é de R$ 1,2 mil, e o Metrô cortou. Não quiseram negociar nem diante do TRT. Além disso, querem cortar nosso plano de saúde e nossa Previdência. São benefícios conquistados no Acordo Coletivo de Trabalho”, afirmou a diretora de Administração do SindMetrô-DF.

Segundo a empresa pública, foram feitas nove reuniões de negociação e duas audiências de conciliação, mas não houve consenso. “O Metrô-DF manteve todos os benefícios, com exceção daqueles considerados sem amparo legal, como o 13º Auxílio Alimentação”, alegou.

“A companhia permanece disposta à negociação e aberta ao diálogo, desde que a categoria vote a última proposta apresentada para o ACT 2021 – 2023, que contempla avanços, mas sequer foi apreciada pela categoria nas duas últimas assembleias. Foram incorporadas à proposta inicial cláusulas que atendem a reivindicações da categoria, como nova escala de trabalho para agentes de estação e seguranças e gratificação por quebra de caixa, entre outras”, assinalou o Metrô-DF.

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