Geladeira vazia: abrigo de bebês no DF pede ajuda para não fechar

Instituto Nossa Missão, no Paranoá, cuida hoje de seis crianças de colo, sendo três recém-nascidos. Lar precisa de doações de todos os tipos

atualizado 24/02/2021 17:47

Material cedido ao Metrópoles

O Instituto Nossa Missão, localizado no Paranoá, tem passado por dificuldades financeiras nos últimos tempos. Em época de pandemia da Covid-19, responsáveis e voluntários do lugar viram os donativos minguarem. O lar, que cuida de crianças abandonadas, pede ajuda para não fechar as portas – pelo menos, até que todas as crianças ali abrigadas sejam adotadas.

Hoje, a instituição é casa para nove crianças, a maioria de colo. São seis bebês, sendo três recém-nascidos. A criança mais velha na instituição tem 9 anos de idade.

Falta de tudo no lugar: fraldas, alimentos, produtos de higiene. O instituto pede qualquer tipo de contribuição: dos itens citados a cestas básicas e apadrinhamento. Os doadores também podem optar por mensalidades sem valores fixos estipulados. A ideia é garantir a manutenção do espaço e o básico para os pequenos.

A geladeira do lugar reflete a penúria de recursos: em foto tirada no início da semana e enviada ao Metrópoles, ela está praticamente vazia.

Veja: 

 

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Segundo Débora Penteado, voluntária do Nossa Missão, a opção de fechar o abrigo não seria boa, pois as crianças teriam de ser transferidas a outras instituições, mas não há vagas.

“Além disso, aqui elas são muito bem tratadas, a casa é limpa e organizada, as mães sociais são muito atenciosas e a transição de abrigo é um processo delicado e pode ser difícil a adaptação”, explica.

Adoção

O Instituto, de cunho privado, é comandado pela assistente social Liandra de Lyra Rodrigues, que assumiu após os fundadores precisarem se mudar para São Paulo por questões de saúde. Depois da troca no comando do lugar, o abrigo lida com a incerteza de continuar aberto.

“Ha um foco para cuidar dos pequenos, que exigem mais atenção e cuidado” explica Débora. As crianças do abrigo vêm tanto de hospitais, assim que nascem, após a mãe rejeitá-las, como de pais que perderam a guarda dos filhos, como é o caso de pessoas com dependência em álcool e drogas.

Elas ficam na instituição até que sejam adotadas. Segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção, atualizados em fevereiro, 168 crianças aguardam para ser adotadas no Distrito Federal.

Um processo lento, segundo Débora Penteado, não só pela burocracia, mas, sobretudo, porque os candidatos a pais adotivos têm muitas exigências, e isso diminui as chances de conseguir um filho. “Geralmente, querem apenas bebês recém-nascidos e brancos”, finaliza a voluntária.

Contribua

Quem quiser ajudar o Instituto Nova Missão pode entrar em contato com a coordenadora, Liandra de Lyra Rodrigues, pelo WhatsApp (61) 99336-4148 ou no e-mail [email protected].

Para conhecer o lugar, confira o Instagram do Nova Missão. Ou marque uma visita.

O Nova Missão fica no Conjunto 2, Quadra F, Casa 12 – Paranoá.

Para doações de qualquer quantia em dinheiro: 

  • Pix
    342626350001/89
  • Banco Bradesco
    Agência: 03957-8
    Conta: 18900-6
    CNPJ: 342626350001/89

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