Vídeos. Conheça meninos e meninas que estão à espera de adoção no DF

Projeto da Vara da Infância e da Juventude incentiva a adoção tardia. Ao todo, 130 crianças e adolescentes estão na fila

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atualizado 25/05/2019 14:07

Aos 13 anos, Ana Cristina (foto em destaque) espera diariamente por notícias sobre alguma família que esteja procurando um filho para adoção. Ela diz que, apesar de ter consciência de que poucos buscam alguém de sua idade, ainda não perdeu as esperanças.

“Quero uma família que eu possa dar carinho, respeito e amor”, diz a adolescente. Ter um lar é o maior desejo de sua vida, conta. Ana Cristina é uma das 130 crianças e adolescentes cadastrados que aguardam adoção no DF, segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

Por pessoas como ela, a Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal (VIJ-DF) criou o projeto “Em busca de um lar”. A iniciativa busca dar visibilidade a meninos e meninas que desejam ter uma família, mas que fogem do perfil procurado pela maioria dos pretendentes — seja por idade, por terem problemas de saúde ou por fazerem parte de grupos de irmãos.

Em busca de um lar
Visando facilitar a adoção, a seção de comunicação da Vara da Infância e da Juventude do DF começou a produzir vídeos trazendo mais detalhes sobre esses adolescentes. Assim, é possível conhecer as histórias de quem sonha em ter um lar e uma família para chamar de sua.

O primeiro passo para adotar é querer. Para saber quais documentos juntar, procure a Vara de Infância e Juventude. Em seguida, é necessária uma petição para iniciar o processo. A página do Conselho Nacional de Justiça descreve os demais detalhes para concluir a adoção.

Alguém para abraçar
Maria Eduarda tem 9 anos e adora brincar. Suas atividades favoritas são andar de bicicleta e jogar bola. Extrovertida, fica concentrada e tranquila quando assiste ao programa do Chaves na televisão.

“Dudinha”, como é conhecida, nasceu com microcefalia. Por causa desta condição, a cuidadora Maria Elinete Nascimento afirma que a menina ainda sofre muito preconceito. “As pessoas acham que ela é dependente. Mas é uma criança normal como as outras. Muito ativa e expressa os sentimentos com muita facilidade”, conta.

 

Maria Eduarda já aprendeu muita coisa durante o período em que permaneceu com a cuidadora, e preservou o aprendizado. “A família que a acolher será muito feliz”, atesta Elinete. “Ela é um amor. Quero muito que ela seja feliz. Vai ter muito amor para dar e receber”,acrescenta.

“Ter quem conversar e brincar”
Nadar, praticar jiu-jítsu, cantar e dançar: estas são algumas das diversões de Layane, de 13 anos. Além dos esportes, cozinhar também está entre as atividades favoritas. Divertida, espontânea e carinhosa. Assim Layane é descrita pela psicóloga Adriana Rabelo, da instituição de acolhimento Luz e Cura.


“Ter uma família é você estar num lar, numa casa, ter irmãos. Ter quem conversar e brincar”, diz a adolescente. “Queria que a família me desse muito amor, carinho e cuidado”, completa.

Mesma família, mesmo lar

Os irmãos Everton e Kauã, de 14 e 13 anos, respectivamente, já têm em comum a paixão por esportes. Agora, querem compartilhar também a mesma família. E sonham em se formar em veterinária ou entrarem para o Corpo de Bombeiros.

Kauã, o mais novo, cogita até a profissão de jogador de futebol. Os garotos não ficam parados. Pulam corda, jogam totó, futebol, basquete, andam de bicicleta. “Quero uma família que me dê carinho, atenção, que me ensine as coisas”, diz Kauã.

Ele não apresenta exigências: não importa se é um lar com pai e mãe, apenas pai, com irmãos, etc. O mais velho complementa: “Uma família boa, com carinho, paz, felicidade e harmonia.

 

Vara da Infância
O juiz titular da Vara da Infância, Renato Scussel, chama a atenção para a importância de todos se mobilizarem para que esses meninos e meninas possam encontrar um lar. “O tempo da criança é diferente do tempo do adulto, e isso deve ser respeitado para que não haja prejuízo à sua formação e ao desenvolvimento”, ressalta.

O supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta (Sefam), Walter Gomes, destaca que o instrumento da busca ativa vem sendo cada vez mais utilizado pelas equipes técnicas das varas infanto-juvenis no Brasil para ampliar as possibilidades de adoção.

O trabalho envolve a sensibilização e o esclarecimento sobre quem são esses meninos e meninas. “A busca por uma família para ser apresentada a crianças e adolescentes disponibilizados para adoção não deve cessar nunca”, afirma o supervisor. Este sábado (25/05/2019) marca o Dia Nacional da Adoção. (Com informações do TJDFT)

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