GDF prorroga campanhas de vacinação contra poliomielite e multivacinação

Apenas 56,8% dos menores de 5 anos foram imunizados. Saúde alerta para risco do retorno de doenças. Campanhas estendidas até 11 de dezembro

atualizado 28/11/2020 9:43

vacinação contra poliomeliteTomaz Silva/Agência Brasil

Devido à baixa procura, as campanhas de vacinação contra a poliomielite e multivacinação foram prorrogadas até 11 de dezembro.

De acordo com informações da Secretária de Sáude do Distrito Federal, a capital está distante da meta de imunização contra a poliomielite. Apenas 56,8% do público-alvo foi vacinado, tendo como meta pelo menos 95% das crianças menores de 5 anos.

Além disso, a campanha da multivacinação não atingiu o número ideal, com 68,6% do público imunizado.

A gerente de Imunizações da Secretaria de Saúde, Renata Brandão, alerta para a importância de evitar-se o retorno das doenças preveníveis. Segundo ela, “não se vacinar, além de colocar em risco a própria saúde, coloca em risco a saúde de seus familiares e de outras pessoas do seu convívio, contribuindo para aumentar a circulação de doenças. Vacinar é prevenir, imunizar e cuidar”.

Em todo o Distrito federal há 135 salas de vacinação, que estão abastecidas com as doses para atender a população. O público estimado para a imunização da poliomielite é de 160 mil crianças e bebês. Até o momento, 91.790 que receberam a dose.

A campanha da multivacinação é destinada a crianças e adolescentes de até 15 anos. Até agora, compareceram às salas de vacinação 207.014 menores de 18 anos, dos quais 142.090 precisaram aplicar alguma vacina. As duas campanhas tiveram início em 5 de outubro.

A poliomielite

A poliomielite, também conhecida por paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes e provocar ou não paralisia.

Desde 1987, o Distrito Federal não registra casos de poliomielite. A área técnica de imunização da Secretaria de Saúde alerta sobre a necessidade de as crianças receberem as doses da vacina, mesmo sem registros da doença há mais de 30 anos, uma vez que as coberturas vacinais são heterogêneas, podendo levar à formação de bolsões de pessoas não vacinadas, o que possibilita a reintrodução do poliovírus.

A vacinação tem estratégias diferenciadas para as crianças menores de 1 ano e para aquelas na faixa etária de 1 a 4 anos. Todas as crianças menores de 5 anos deverão comparecer às salas de vacinas para receber uma dose contra a poliomielite.

A depender do esquema vacinal registrado na caderneta, a criança poderá receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), como dose de reforço ou dose extra, ou a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), como dose de rotina.

Multivacinação

Na campanha de multivacinação, o objetivo é completar as cadernetas com os 14 tipos de vacinas que protegem contra cerca de 20 doenças: BCG (tuberculose); rotavírus (diarreia); poliomelite oral e intramuscular (paralisia infantil); pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, Haemophilus influenza tipo b – Hib); pneumocócica; meningocócica; DTP; tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); HPV (previne o câncer de colo de útero e verrugas genitais); além das vacinas contra febre amarela, varicela e hepatite A.

Neste ano, também passou a integrar a lista de vacinas do Sistema Único de Saúde (SUS) a Meningo ACWY, que protege contra a meningite e infecções generalizadas, causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y.

*Com informações da Secretaria de Saúde

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