Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Gasolina sobe R$ 0,20 no DF mesmo sem reajuste anunciado pela Petrobras

A variação nos preços acontece após elevação do etanol anidro. O último reajuste anunciado pela estatal foi em junho

20/10/2022 02:30
Compartilhar notícia
Hugo Barreto/Metrópoles
imagem colorida posto de gasolina

O Distrito Federal teve um aumento de 20 centavos no litro da gasolina, de acordo com levantamento semanal divulgado pela Agência Nacional do petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O aumento ocorre mesmo sem reajuste previsto pela Petrobras. A última mudança de preços feita pela estatal ocorreu em junho. De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do DF (Sindicombustíveis), Paulo Tavares, a variação acontece após elevação do etanol anidro.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters
“Verificamos que um dos fatores do aumento é o etanol anidro, que sofreu elevação nas últimas cinco semanas, impactando diretamente nos preços da gasolina, que é composta por 27% deste produto, levando as distribuidoras a reajustarem a gasolina semanalmente”, explicou Paulo Tavares.

Entenda como funciona o cálculo do preço da gasolina no Brasil

Gasolina sobe R$ 0,20 no DF mesmo sem reajuste anunciado pela Petrobras - destaque galeria
8 imagens
Há quatro tributos que incidem sobre os combustíveis vendidos nos postos: três federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins) e um estadual (ICMS)
No caso da gasolina, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a composição do preço nos postos se dá por uma porcentagem em cima de cada tributo
O preço na bomba incorpora a carga tributária e a ação dos demais agentes do setor de comercialização, como importadores, distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis
Além do lucro da Petrobras, o valor final depende das movimentações internacionais em relação ao custo do petróleo, e acaba sendo influenciado diretamente pela situação do real – se mais valorizado ou desvalorizado
A composição, então, se dá da seguinte forma: 27,9% – tributo estadual (ICMS); 11,6% – impostos federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins); 32,9% – lucro da Petrobras; 15,9% – custo do etanol presente na mistura e 11,7% – distribuição e revenda do combustível
O preço da gasolina tem uma explicação! Alguns índices são responsáveis pelo valor do litro de gasolina, que é repassado ao consumidor na hora de abastecer
1 de 8

O preço da gasolina tem uma explicação! Alguns índices são responsáveis pelo valor do litro de gasolina, que é repassado ao consumidor na hora de abastecer

Getty Images
Há quatro tributos que incidem sobre os combustíveis vendidos nos postos: três federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins) e um estadual (ICMS)
2 de 8

Há quatro tributos que incidem sobre os combustíveis vendidos nos postos: três federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins) e um estadual (ICMS)

Getty Images
No caso da gasolina, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a composição do preço nos postos se dá por uma porcentagem em cima de cada tributo
3 de 8

No caso da gasolina, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a composição do preço nos postos se dá por uma porcentagem em cima de cada tributo

Getty Images
O preço na bomba incorpora a carga tributária e a ação dos demais agentes do setor de comercialização, como importadores, distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis
4 de 8

O preço na bomba incorpora a carga tributária e a ação dos demais agentes do setor de comercialização, como importadores, distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis

Getty Images
Além do lucro da Petrobras, o valor final depende das movimentações internacionais em relação ao custo do petróleo, e acaba sendo influenciado diretamente pela situação do real – se mais valorizado ou desvalorizado
5 de 8

Além do lucro da Petrobras, o valor final depende das movimentações internacionais em relação ao custo do petróleo, e acaba sendo influenciado diretamente pela situação do real – se mais valorizado ou desvalorizado

Getty Images
A composição, então, se dá da seguinte forma: 27,9% – tributo estadual (ICMS); 11,6% – impostos federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins); 32,9% – lucro da Petrobras; 15,9% – custo do etanol presente na mistura e 11,7% – distribuição e revenda do combustível
6 de 8

A composição, então, se dá da seguinte forma: 27,9% – tributo estadual (ICMS); 11,6% – impostos federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins); 32,9% – lucro da Petrobras; 15,9% – custo do etanol presente na mistura e 11,7% – distribuição e revenda do combustível

Getty Images
O disparo da moeda americana no câmbio, por exemplo, encarece o preço do combustível e pode ser considerado o principal vilão para o bolso do consumidor, uma vez que o Brasil importa petróleo e paga em dólar o valor do barril, que corresponde a mais de R$ 400 na conversão atual
7 de 8

O disparo da moeda americana no câmbio, por exemplo, encarece o preço do combustível e pode ser considerado o principal vilão para o bolso do consumidor, uma vez que o Brasil importa petróleo e paga em dólar o valor do barril, que corresponde a mais de R$ 400 na conversão atual

Getty Images
A alíquota do ICMS, que é estadual, varia de local para local, mas, em média, representa 78% da carga tributária sobre álcool e diesel, e 66% sobre gasolina, segundo estudos da Fecombustíveis
8 de 8

A alíquota do ICMS, que é estadual, varia de local para local, mas, em média, representa 78% da carga tributária sobre álcool e diesel, e 66% sobre gasolina, segundo estudos da Fecombustíveis

Getty Images

O Metrópoles pesquisou os preços em diferentes regiões administrativas. A gasolina comum varia de R$ 4,59 a R$ 5,14, no débito, e de R$ 4,73 a R$ 4,79, no crédito.

Confira os postos:

  • Posto Nenen’s (Taguatinga Centro) —  R$ 4,59 (débito) e R$ 4,79 (crédito)
  • Posto Shell (Águas Claras, Q. 107 Lote 13) — R$ 5,15 (débito e crédito)
  • Posto RPM (Samambaia) — R$ 5,05 (débito) e R$ 5,15 (crédito)
  • Posto Céu 070 (BR 070) — R$ 4,63 (débito) e R$ 4,73 (crédito)
  • Brasal Combustíveis (SIA) — R$ 5,14 (débito) e R$ 5,49 (crédito)
  • Posto da Torre (Asa Sul) — R$ 4,89 (débito) e R$ 5,04 (crédito)
  • Posto Jarjour (Asa Norte) — R$ 5,09 (débito e crédito)

Aumento após 15 semanas

preço da gasolina voltou a subir nos postos após 15 semanas em queda, de acordo com o levantamento semanal da ANP. O preço médio da gasolina comum ficou em R$ 4,86, um aumento de 1,4% em relação à semana passada.

Ao todo, 15 estados e Distrito Federal registraram alta, segundo a ANP. A maior delas foi na Bahia, de 10,3%. Tocantins (7,7%), Sergipe (6,4%), Ceará (5,7%) e Maranhão (4,4%) também tiveram aumentos expressivos em comparação com a semana anterior.

Já o preço médio do óleo diesel se manteve estável e passou de R$ 6,52 para R$ 6,51, uma queda de apenas R$ 0,01. O gás de cozinha (GLP) de 13 kg também registrou variação de centavos entre as duas semanas. Foi de R$ 110,62 a R$ 110,99.