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Distrito Federal

Funcionários do CAPS de Ceilândia cobram reforço de profissionais. Veja vídeo

Em ato nesta quarta-feira (24/6), profissionais e familiares de pacientes do CAPS AD III pediram também por melhorias na unidade

24/06/2026 13:56
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Material cedido ao Metrópoles
pessoas com cartazes

Funcionários e familiares de pacientes do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD III) de Ceilândia fizeram uma mobilização pelas ruas da cidade na manhã desta quarta-feira (24/6), para cobrar melhores condições de atendimento e o aumento do quadro de profissionais da unidade. O ato reuniu cerca de 70 pessoas ao longo da manhã.

Os manifestantes também reivindicam o aumento da carga horária dos médicos; realização de concurso público para contratação de especialistas; o reforço da equipe multiprofissional; investimentos na infraestrutura da unidade; e a ampliação da Rede de Atenção Psicossocial da região, com a criação de novos CAPS, incluindo unidades infantis e de atendimento geral.

A reportagem procurou a Secretaria de Saúde  do Distrito Federal (SES-DF) para que a pasta se posicionasse sobre os problemas relatados pelos colaboradores e pacientes, mas até a publicação desta matéria não obtive retorno. O espaço segue aberto.

Crescimento da demanda

Em uma carta aberta, os funcionários do CAPS AD III denunciaram as dificuldades em atender a população de Ceilândia e do Sol Nascente/Por do Sol, devido ao crescimento da demanda.

Segundo o documento, o número de atendimentos saltou de 5.256 no primeiro quadrimestre de 2024 para 9.837 no mesmo período de 2026, um aumento de aproximadamente 87,1%.

Ainda segundo os funcionários, a unidade sofre com déficit de profissionais em diversas áreas, incluindo médicos psiquiatras, clínicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, técnicos administrativos e motoristas.

Os funcionários também apontam problemas estruturais, como equipamentos de informática considerados defasados.

Falta de médicos

Segundo uma servidora da unidade, que preferiu não se identificar, a falta de médicos é hoje o principal problema enfrentado pelo serviço.

Atualmente, apenas dois médicos estão atendendo no CAPS. Um terceiro profissional está afastado por licença médica e só volta no final de julho.

“Pelos dados oficiais da secretaria, a gente deveria ter sete médicos nessa unidade, e no momento temos apenas dois”, destacou.

manifestantes caps ad
Cerca de 70 pessoas participaram da manifestação ao longo da manhã

Ainda segundo a colaboradora, a falta de profissionais tem impactado diretamente o tratamento dos usuários do serviço.

“A preocupação é que a demora no acompanhamento possa agravar quadros clínicos e dificultar o cuidado de pessoas em situação de vulnerabilidade”, ressaltou.

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