Funcionárias da Caixa pedem demissão de Pedro Guimarães: “Recorrentes”

Grupos de trabalhadores e aposentados protestaram, no início da tarde desta quarta-feira (29/6), em frente à Matriz I da Caixa Econômica

atualizado 29/06/2022 16:45

mulheres protestam por saída de presidente da caixaHugo Barreto/Metrópoles

Grupos de trabalhadores e aposentados protestaram, no início da tarde desta quarta-feira (29/6), em frente à Matriz I da Caixa Econômica Federal, no Setor Bancário Sul, contra o presidente do banco, Pedro Guimarães. Ele é acusado por funcionárias de assédio sexual como mostrou, com exclusividade, a coluna de Rodrigo Rangel.

Exclusivo: funcionárias denunciam presidente da Caixa por assédio sexual

Os manifestantes exigem a imediata demissão de Guimarães, bem como profunda apuração das denúncias. “Estamos todos exigindo a mesma coisa: a demissão imediata dele, não é só afastamento”, diz Maria Gaia, 54 anos, diretora da Federação dos Bancários do Centro-Norte.

“Também é preciso apurar as denúncias, que são de embrulhar o estômago. Ele precisa ser punido para que não tenhamos mais uma situação dessa na nossa empresa”, reforça.

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Maria é uma das organizadoras do ato e conta que é bancária da Caixa desde 1989. “Em todos esses anos, nunca vi coisa tão ruim acontecendo na nossa empresa. Passamos por vários governos de todo tipo, mas essa aí, realmente”, comenta.

“É uma situação vergonhosa, todo mundo que sofre assédio tem vergonha, apesar de que quem deveria ter vergonha é o assediador”, completa.

Organizadores da manifestação distribuíram flores para mulheres que entravam e saíam do prédio no início desta tarde.

Ao Metrópoles Sérgio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), disse que a ideia de entregar as flores “é para prestar solidariedade e nos colocar à disposição de todos que sofrem assédio sexual, moral e toda discriminação que está correndo na nossa empresa”.

Com rosas brancas nas mãos, duas servidoras da Caixa, que preferiram manter a identidade em sigilo, manifestaram revolta com as denúncias de assédio sexual por parte do presidente do órgão.

“Estamos indignadas com a forma como as mulheres são tratadas. Espero que esse momento se mostre decisivo para que seja implementada uma política de igualdade de gênero nessa empresa e que se dê oportunidades iguais entre homens e mulheres”, disse a servidora, de 59 anos, com 20 deles como servidora na Caixa. 

Segundo outra servidora, de 40 anos, os episódios de assédio atribuídos a Pedro Guimarães eram comuns dentro do banco. “Diante das experiências pessoais que tivemos de assédio moral, é até esperado que venha uma denúncia dessas. O assédio sexual é mais um dos episódios recorrentes dele”, denunciou a mulher que trabalha há 18 anos na Caixa.

MP do Trabalho abre apuração

O Ministério Público do Trabalho (MPT) do Distrito Federal abriu, nesta terça-feira (28/6), uma apuração sobre as denúncias de assédio sexual contra o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, contra funcionárias do banco.

Nessa apuração inicial, os procuradores analisarão possíveis irregularidades trabalhistas e decidirão se abrirão um inquérito sobre o caso. Na fase de inquérito, o MPT ouvirá as vítimas e também Pedro Guimarães. O MPF já apura o caso na esfera criminal.

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