Fiscalização caça os “sem-máscara” em Ceilândia, mas ignora aglomerações

Diversos setores do governo estão nas ruas da cidade, além de Sol Nascente e Pôr do Sol para cobrar uso de equipamento e evitar ambulantes

atualizado 18/06/2020 16:22

Servidores de diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) iniciaram, nesta quinta-feira (18/06), uma força-tarefa para fiscalizar o uso de máscaras em Ceilândia, Sol Nascente e Pôr do Sol. O objetivo da ação é conscientizar moradores e comerciantes da importância do uso do item, fundamental contra o contágio do novo coronavírus.

O DF Legal dividiu a operação em três pilares: a obrigatoriedade do uso da máscara, dos estabelecimentos a cumprirem as normas para o funcionamento de comércios e dispensar aglomerações. Nesta quinta, Ceilândia atingiu um índice muito baixo de isolamento social: 33%.

Na semana passada, o governador Ibaneis Rocha (MDB) restringiu atividades na cidade para tentar conter a escalada de casos e mortes por Covid-19 na cidade. Segundo avaliação do próprio governo, as 72 horas de medidas não surtiu o efeito esperado.

Apesar da mobilização fiscais do DF Legal, aglomerações como pessoas jogando dominó foram ignoradas. Questionados, os fiscais informaram que, mesmo após as orientações repassadas pela coordenação, estavam ali apenas para evitar os ambulantes.

As ações vão até as 18h de sábado. Elas envolvem a Secretária de Proteção da Ordem (DF Legal), Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e Secretaria de Mobilidade (Semob).

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Autuações

O primeiro local vistoriado pelas equipes foi o Shopping Popular de Ceilândia, segundo maior centro comercial da cidade. De acordo com a assessoria do DF Legal, desde o início da obrigatoriedade do uso de máscaras, cinco pessoas foram autuadas. Uma delas foi o agora ex-ministro da Educação Abraham Wentraub, que pediu demissão nesta quinta-feira (18/06).

A multa pelo não uso é de R$ 2 mil por pessoa. Já o comércio que não cumprir as normas de uso pode ser punido em R$ 4 mil. Apesar da aplicação, antes de pagar, o cidadão pode recorrer. Então, será instituído um processo e o pagamento só acontece ao fim dele.

Segundo a coordenação da ação, a força-tarefa pretende conscientizar a população, mas também dar exemplo para outras regiões administrativas.

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