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Distrito Federal

Filha de Clezão, preso pelo 8/1 morto na Papuda, lança pré-candidatura

"Luiza do Clezão" anunciou entrada na disputa eleitoral durante evento com Damares Alves, Bia Kicis, Celina Leão e Michelle Bolsonaro

Luisa Rany11/06/2026 10:45
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Reprodução/Redes Sociais
Filha de Clezão, preso pelo 8/1 morto na Papuda, lança pré-candidatura

A filha de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, Luiza Cunha lançou a pré-candidatura à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) pelo Partido Liberal (PL), nessa quarta-feira (10/6), durante evento que reuniu lideranças da direita no DF.

Veja vídeo:

Em discurso (assista acima), Luiza afirmou que pretende dar continuidade ao legado do pai, que morreu em novembro de 2023 enquanto estava preso no Complexo Penitenciário da Papuda.

“Eu carrego um legado. Clezão sempre vai viver, a morte do meu pai não será em vão. Enquanto eu viver, enquanto o sangue de Clezão correr em minhas veias eu vou lutar pelo meu povo”, declarou.

O lançamento da pré-candidatura contou com a presença da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e da deputada federal Bia Kicis (PL-DF). A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou por chamada de vídeo.

Nas redes sociais, Luiza agradeceu o apoio recebido durante o evento, incluindo a participação de Michelle.

Também em vídeo publicado nas redes, Damares afirmou que a pré-candidata representa um projeto político para o Distrito Federal e para o país.

“Eu sei que você vai chegar naquela Câmara e vai fazer uma revolução. E atenção corruptos do DF, Luiza está chegando […] Acabou para os corruptos, acabou para o descaso, acabou para a esquerda”, disse Damares.

Já Bia Kicis destacou que Luiza poderá contribuir para fortalecer pautas defendidas pelo grupo político ao qual pertence. “Para transformar o nosso Distrito Federal no melhor lugar para se morar nesse país”, afirmou a deputada.

Morte na Papuda

Clezão morreu aos 46 anos, em novembro de 2023, durante o banho de sol no Centro de Detenção Provisória (CDP) II, no Complexo Penitenciário da Papuda. Conhecido como “Clezão do Ramalho”, ele era comerciante e estava preso preventivamente por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Segundo familiares, Clezão desenvolveu uma série de problemas de saúde após contrair Covid-19. Ele apresentava vasculite — inflamação dos vasos sanguíneos que pode atingir diferentes órgãos — e chegou a ficar internado por 33 dias em 2022 em razão de complicações da doença.

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