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Distrito Federal

Filha de Adriana Villela chega ao STJ para julgamento da mãe

A análise na Sexta Turma do STJ começa com o placar de 1 a 0 pela execução imediata da pena pela arquiteta, condenada pelo triplo homicídio

05/08/2025 13:55, atualizado 05/08/2025 14:07
Carolina Villela, filha de Adriana VIllela, chega ao STJ para julgamento da mãe
Filha de Adriana Villela chega ao STJ para julgamento da mãe

A filha da arquiteta Adriana Villela, a policial civil Carolina Villela, foi pessoalmente ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) acompanhar o julgamento da mãe, que será retomado na tarde desta terça-feira (5/8). Adriana é acusada de ser a mandate do assassinato dos pais, José Guilherme e Maria, e da funcionária do casal, Francisca Nascimento da Silva. O caso é conhecido como Crime da 113 Sul.

A análise na Sexta Turma do STJ começa com o placar de 1 a 0 pela execução imediata da pena pela arquiteta, condenada pelo Tribunal do Júri de Brasília a 61 anos de prisão pelo triplo homicídio.

Em março, no início do julgamento do recurso da defesa de Adriana Villela, o ministro relator, Rogerio Schietti Cruz, votou pela prisão imediata da ré. A avaliação foi suspensa após o ministro Sebastião Reis Junior, presidente do colegiado, pedir vista.

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Promotor de Justiça do DF Marcelo Leite atua no caso do Crime da 113 Sul
Filha de Adriana Villela, Carolina Villela acompanha julgamento da mãe no STJ
Filha de Adriana Villela, Carolina Villela acompanha julgamento da mãe no STJ
Em 2019, Adriana Villela foi condenada pela morte dos pais e da empregada
Filha de Adriana Villela, Carolina Villela acompanha julgamento da mãe no STJ
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Filha de Adriana Villela, Carolina Villela acompanha julgamento da mãe no STJ

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Promotor de Justiça do DF Marcelo Leite atua no caso do Crime da 113 Sul
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Promotor de Justiça do DF Marcelo Leite atua no caso do Crime da 113 Sul

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Em 2019, Adriana Villela foi condenada pela morte dos pais e da empregada
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Em 2019, Adriana Villela foi condenada pela morte dos pais e da empregada

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Na sessão desta terça-feira, Sebastião Reis apresentará seu voto-vista. Pela sequência, após Sebastião Reis, votam o ministro Antônio Saldanha; o desembargador Otávio de Almeida Toledo e o ministro Og Fernandes.

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Defesa e acusação

Os advogados de Adriana pediam que a Corte anulasse o júri que condenou a arquiteta a mais de 60 anos pela morte dos pais e da empregada da família. Os advogados Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, e Marcelo Turbay, que fazem a defesa da ré, alegam que houve parcialidade de uma das juradas – a mulher se manifestou nas redes sociais contra um advogado de Adriana e mentiu perante o juiz.

A defesa disse que a investigação foi desastrosa e não considerou provas que, segundo os advogados, inocentariam Adriana, como o fato de ela ter enviado um e-mail do computador de sua casa a amigos na hora em que a acusação aponta que a arquiteta estaria na residência dos pais.

Em carta divulgada na véspera do julgamento no STJ, Adriana Villela afirmou que é apontada como “a algoz daqueles que mais amei na vida, meu sangue, minha essência: meus próprios pais e a querida Francisca”. “Tenho sido terrivelmente injustiçada, mas ainda respiro”, completa Adriana. Ela finaliza o texto e diz que ora por justiça. “Eles podem tentar roubar minha paz, minha dignidade, minha história, mas jamais conseguirão destruir a minha alma, a minha essência”.

A acusação mantém expectativa pela rejeição dos pedidos de Adriana Villela. Para o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), “o veredito do Tribunal do Júri de 2019 deve ser mantido, pois as teses de nulidade são descabidas e já foram superadas nas fases anteriores do processo”.

“O MPDFT espera que o STJ siga o voto do relator, ministro Rogério Schietti Cruz, que já se posicionou pela rejeição do recurso da defesa e pela prisão imediata de Adriana Villela em sessão realizada dia 11 de março de 2025”, declarou o órgão.

Colaboraram Isadora Teixeira e Samara Schwingel