#FicaValdinei: fiéis pedem permanência de padre em paróquia do DF
Religioso anunciou na missa de Natal que será transferido após 13 anos na Paróquia Santo Antonio, em Ceilândia
atualizado
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Uma campanha inciada nas redes sociais pede a permanência do padre Valdinei Lobo de Almeida, 52 anos, na Paróquia Santo Antonio de Ceilândia. O líder religioso será transferido para São José do Rio Preto, em São Paulo, e deixará a missão no Distrito Federal.
O anúncio foi feito pelo próprio padre, na missa do último Natal. A notícia deixou os católicos da região surpresos e tristes.
A hashtag #ficaValdinei tem várias mensagens de fiéis elogiando o trabalho realizado pelo presbítero, além de clamar por sua permanência na cidade. Valdinei tomou posse como pároco na capela no dia 18 de dezembro de 2006.
A ideia da comunidade é que o padre fique em Ceilândia até que a dedicação — celebração de quando a construção de uma igreja é concluída — da Paróquia ocorra, fato que ainda não tem previsão para ser finalizado.
Segundo uma fiel que não quis se identificar, Valdinei participou do processo de construção da igreja desde que era apenas uma capelinha. “A comunidade quer que ele fique até a dedicação, que ainda está sem data para acontecer. Queremos que ele fique, porque está aqui desde quando era uma capelinha”, afirmou a devota.
A Arquidiocese de Brasília informou que as questões referentes à transferência do pároco devem ser tratadas diretamente com Valdinei. O padre, por sua vez, não atendeu aos telefonemas da reportagem.
Construção da Paróquia
A técnica de enfermagem Alessandra Faeda, 40, frequenta a capela desde que nasceu e conta que o impacto do padre para comunidade é grande. “Enxergamos nele um familiar. Antes dele chegar, a capela era um barracão, uma estrutura super pequena. Ele participou ativamente da construção de toda estrutura, que hoje para a nossa região é muito boa”, afirmou a fiel.
Confira o antes e depois do processo de construção:
Ainda segundo Alessandra, Valdinei realiza trabalhos importantes na região, como o resgate de usuários de drogas e missas que são pregadas dentro do Hospital de Ceilândia para os mais necessitados. “Ele ainda não terminou o trabalho espiritual dele aqui. Queremos que ele fique pelo menos até a dedicação.”, ressaltou.
















