Fernando Fernandes assume Ceilândia e é desfiliado do Pros

Saída foi aprovada nesta segunda. Distrital mantém mandato, mas deixa CLDF para chefiar Administração de Ceilândia. Guarda Jânio assume

atualizado 14/06/2021 15:31

Fernando FernandesRafaela Felicciano/Metrópoles

O diretório regional do Pros no Distrito Federal decidiu desfiliar o deputado distrital Fernando Fernandes. Depois de votar pela saída da agremiação, a executiva local redigiu uma carta de liberação do parlamentar nesta segunda-feira (14/6). Apesar do desligamento da legenda, o deputado não perde o direito ao mandato na Câmara Legislativa (CLDF). Ele, porém, deixará a casa porque vai assumir novamente a Administração Regional de Ceilândia.

A crise entre o parlamentar e o partido começou logo após as eleições de 2018. Para a cúpula da sigla, o distrital adotou a postura de não consultar a legenda nas votações na Câmara Legislativa (CLDF).

Em 10 de junho, Fernandes aceitou o convite do governador Ibaneis Rocha (MDB) para assumir novamente a Administração Regional de Ceilândia. Novamente, a agremiação não foi consultada sobre o tema.

“Ele já não representa o partido desde o início do mandato. Nunca votou conforme a determinação partidária. Sai do mandato, entra no mandato, sem consultar”, afirmou o presidente regional do Pros, Virgílio Neto.

Peso nas urnas

Fernandes foi eleito em 2018 com 29.420 votos. Para Virgílio, o parlamentar tem um peso eleitoral nas urnas, com possibilidade para eventuais disputas majoritárias. Mas para as proporcionais, afasta novos candidatos.

Veja a carta:

Carta de liberação by Metropoles on Scribd

“É difícil você manter. E a gente sabe que por lei, pela legislação, o mandato é do partido. Teria que ter o mínimo de consideração de vir, sentar, conversar”, argumentou o dirigente.

O partido cogitou a expulsão, caminho no qual poderia reivindicar o mandato, mas abriu mão por entender que o desfecho do processo seria demorado e turbulento, passando pelo conselho de ética da legenda, segundo Virgílio.

Sem legenda

“A carta não tem a força de uma expulsão. Mas ele terá certeza que não terá legenda aqui para concorrer a nenhum cargo”, comentou.

“Não temos nada contra ele. Mas no mínimo ele teria que andar junto, consultar”, explicou. Nos bastidores, corre a informação de que o parlamentar mantém conversas com MDB e o PP.

0

“E o Pros está de portas abertas para aqueles que queiram ser parceiros, pessoas equilibradas”, disse Virgílio. O partido está construindo uma nominata equilibrada para disputar as urnas em 2022.

Guarda Jânio

Com a ida de Fernando Fernandes para a Administração de Ceilândia, quem deveria assumir a cadeira na CLDF seria a 1ª suplente, a ex-deputada e atual administradora de Arniqueira, Telma Rufino (Pros). No entanto, ela decidiu ficar à frente da administração.

Nesta segunda-feira (14/6), ela saiu da administração temporariamente, mas vai abrir espaço para o 2º suplente, Guarda Jânio (Pros), assumir o mandato.

Ceilândia estava sendo administrada por Marcelo Piauí (PP), aliado de primeira hora do governador Ibaneis Rocha.

Outro lado

A nomeação de Fernandes na Administração Regional de Ceilândia foi publicada nesta segunda-feira (14/6). O novo administrador planeja retomar as obras na regiões.

“Eu recebi com muita estranheza esse negócio de expulsão, desfiliação. O normal é o partido querer fazer deputado não se desfazer”, comentou.

“Não comete falta grave nenhuma. Pelo contrário eu ajudei o Pros. Minha 1ª suplente Telma Rufino assumiu no começo do mandato. E agora o Guarda Jânio”, assinalou.

Reeleição

Inicialmente, Fernandes tem pretensão de tentar a reeleição. Nos bastidores, corre o comentário que o projeto desagradava a cúpula da sigla.

“Acaba não atraindo outros candidatos com quantidade não tão expressivas de votos. Mas poderiam ter conversado. Hás vezes eu poderia sair a deputado federal, sem essa iniciativa unilateral por parte do presidente local”, ponderou.

Fernandes ainda não definiu em qual partido pretende buscar filiação. Conversas preliminares foram feitas com o MDB e o PP. “Foram sondagens e convites. Mas nada formal”, pontuou. Mas as tratativas ainda estão em aberto.

Mais lidas
Últimas notícias