Família de estudante da UnB assassinado já sabe da tragédia

Os professores da universidade falaram com um primo de Arlon Fernando, que mora no Paraná

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O diretor do Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB), Felippe Beaklini, e o orientador do doutorado de Arlon Fernando da Silva, 29 anos, Jorlândio Félix, conseguiram entrar em contato com um primo do rapaz, em Rio Branco do Sul, no Paraná. Por telefone, o homem, que se identificou como Eduardo, afirmou que tenta falar com a mãe de Arlon, Jandira Eva da Silva.

De acordo com as primeiras informações recebidas pelos docentes, a família do doutorando morto a facadas, na noite de quinta-feira (7/12), nas proximidades do Palácio do Buriti, enquanto retornava para casa de bicicleta, é de baixa renda. “Ainda não sabemos qual será a vontade dos parentes. Se optarão pelo traslado do corpo ou se vão preferir enterrar em Brasília”, informou Beaklini.

A UnB está mobilizada para encontrar os familiares de Arlon, junto com a Universidade Federal do Paraná, onde o jovem concluiu o bacharelado em física. “Vamos esperar a vontade da família. Quero ajudar como puder, se eles optarem pelo traslado”, conclui o diretor do Instituto de Física.

Latrocínio
Na noite de quinta (7), o doutorando da UnB seguia de bicicleta pela ciclovia do Eixo Monumental, quando teria sido abordado por um bandido. O suspeito, segundo informações de policiais, teria tentado levar a bicicleta e, em seguida, esfaqueado o ciclista.

De acordo com informações da assessoria da Polícia Militar, a vítima foi atingida pelo menos quatro vezes. Os golpes, profundos, teriam acertado a região da axila esquerda do jovem.

Militares que circulavam em uma viatura pela região avistaram Arlon agonizando no canteiro central da pista e notaram a poça de sangue ao seu redor. Os policiais logo acionaram uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que passava pelo local. A equipe do Samu prestou os primeiros socorros e transportou a vítima para o Hospital de Base de Brasília, mas o estudante não resistiu aos ferimentos e morreu.

Investigação
O caso é investigado pela 5ª Delegacia de Polícia (Área Central). A Polícia Militar informou que reforçou a segurança na área central de Brasília. A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública, mas a Pasta informou que não vai se pronunciar sobre o caso.

No Instituto de Física da UnB, onde Arlon fazia doutorado, o clima é de comoção. Amigos, professores e colegas da vítima estão muito abalados. O orientador do doutorando, Jorlândio Francisco Félix, disse que Arlon era um rapaz muito tranquilo. “Sempre disposto a ajudar. A pesquisa dele (na área de Nanotecnologia) ia muito bem”, acrescentou.

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