Família ainda não buscou corpo de homem morto por incêndio em clínica
Lindemberg Nunes Pinho, de 44 anos, natural de Pentecoste (CE) e morador de Planaltina (GO), estava entre as 5 vítimas
atualizado
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Mais de uma semana após o incêndio que matou cinco pessoas em uma clínica de reabilitação no Paranoá, o corpo de uma das vítimas da tragédia permanece no Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal, sem que familiares tenham procurado o para fazer as cerimônias fúnebres.
Lindemberg Nunes Pinho tinha 44 anos e era natural de Pentecoste (CE). Conhecido como “Berg”, ele morava em Planaltina (GO) e estava internado na casa de recuperação de dependentes químicos Instituto Terapêutico Liberte-se, onde ocorreu o incêndio. A morte foi registrada em 31 de agosto de 2025, e o corpo foi identificado oficialmente no último dia 8 de setembro, com a causa apontada como asfixia.
Segundo o IML, Lindemberg foi identificado, mas segue aguardando que familiares compareçam para dar seguimento aos trâmites de liberação.
Saiba quem são as vitimas:
- Daniel Antunes Miranda, 28 anos;
- Darley Fernandes de Carvalho, 26 anos;
- João Pedro Costa dos Santos Morais, 26 anos;
- José Augusto Rosa Neres, 39 anos;
- Lindemberg Nunes Pinho, 44.
Outras 11 pessoas foram socorridas e levadas a hospitais da região com sintomas de intoxicação por inalação de fumaça.
A tragédia
O incêndio destruiu o imóvel localizado na área rural do Boqueirão, no Paranoá, durante a madrugada do dia 31 de agosto. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), quando as equipes chegaram ao local, o prédio já estava tomado por chamas e fumaça densa.
Imagens aéreas feitas pelo Metrópoles mostram a destruição provocada pelo incêndio. Visto de cima, é possível perceber o quanto o local foi tomado pelo fogo, que acabou destruindo grande parte do telhado da residência. Na clínica, residiam 46 dependentes químicos em recuperação.
Confira as imagens:
O proprietário e diretor da clínica, Douglas Costa de Oliveira Ramos, 33 anos, confessou, em depoimento à PCDF, que solicitou o alvará de funcionamento do local, mas a autorização ainda não havia sido expedida no dia da tragédia. O instituto também não obteve aprovação de licenciamento do Corpo de Bombeiros, que nem sequer fez a vistoria nas construções.














