Seis vítimas de incêndio que matou 5 em clínica no DF estão internadas

Três pacientes receberam alta na última semana. Os que continuam internados foram levados para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran)

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
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1 de 1 clínica 2 - Foto: <p> Hugo Barreto/Metrópoles<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

Mais três sobreviventes do incêndio que matou cinco pessoas em uma casa de reabilitação no DF receberam alta na semana passada. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), nesta segunda-feira (8/9). Outras seis vítimas, ainda permanecem internadas e foram transferidas ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), unidade referência em tratamento de queimaduras.

O estado de saúde das vítimas que seguem internadas não foi divulgado pela SES-DF.

Relembre o caso

Cinco pessoas morreram no trágico incêndio no Instituto Terapêutico Liberte-se, na madrugada de domingo (31/8). Além dos cinco óbitos, houve 11 pessoas socorridas e levadas para hospitais, com sinais de intoxicação, ferimentos e queimaduras.

As vítimas foram:

  • Darley Fernandes de Carvalho, 26 anos;
  • José Augusto Rosa Neres, 39 anos;
  • João Pedro Costa dos Santos Morais, 26 anos;
  • Daniel Antunes Miranda, 28 anos; e
  • Lindemberg Nunes Pinho, 44.

Imagens aéreas feitas pelo Metrópoles mostram a destruição provocada pelo incêndio. Visto de cima, é possível perceber o quanto o local foi tomado pelo fogo, que acabou destruindo grande parte do telhado da residência. Na clínica, residiam 46 dependentes químicos em recuperação.

Veja imagens do local:

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8 imagens
Incêndio provocou uma tragédia
Darley Fernandes de Carvalho, José Augusto, Lindemberg Nunes Pinho, Daniel Antunes e João Pedro Santos morreram no local.
O centro terapêutico não tinha alvará e nem a liberação de funcionamento pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF)
A perícia não conseguiu identificar as causas do incêndio
O Corpo de Bombeiros conteve as chamas e levou as vítimas aos hospitais regionais de Sobradinho (HRS) e da Região Leste, no Paranoá (HRL)
O Instituto Terapêutico Liberte-se, casa de reabilitação de dependentes químicos no Paranoá (DF), pegou fogo
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O Instituto Terapêutico Liberte-se, casa de reabilitação de dependentes químicos no Paranoá (DF), pegou fogo

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Incêndio provocou uma tragédia
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Incêndio provocou uma tragédia

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Darley Fernandes de Carvalho, José Augusto, Lindemberg Nunes Pinho, Daniel Antunes e João Pedro Santos morreram no local.
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Darley Fernandes de Carvalho, José Augusto, Lindemberg Nunes Pinho, Daniel Antunes e João Pedro Santos morreram no local.

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O centro terapêutico não tinha alvará e nem a liberação de funcionamento pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF)
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O centro terapêutico não tinha alvará e nem a liberação de funcionamento pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF)

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A perícia não conseguiu identificar as causas do incêndio
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A perícia não conseguiu identificar as causas do incêndio

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O Corpo de Bombeiros conteve as chamas e levou as vítimas aos hospitais regionais de Sobradinho (HRS) e da Região Leste, no Paranoá (HRL)
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O Corpo de Bombeiros conteve as chamas e levou as vítimas aos hospitais regionais de Sobradinho (HRS) e da Região Leste, no Paranoá (HRL)

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Delegado não descarta crime de cárcere privado
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Delegado não descarta crime de cárcere privado

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Lugar funcionava clandestinamente
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Lugar funcionava clandestinamente

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A clínica de reabilitação para dependentes químicos localizada no Núcleo Rural Desembargador Colombo Cerqueira, no Paranoá, pegou fogo por volta das 3h do último domingo. Cerca de 20 pessoas estavam trancadas dentro do local onde as chamas se alastraram. As outras 26 estavam na parte externa da casa, em outra edificação.

Vizinhos próximos ao terreno do incêndio, relataram ter escutado gritos de socorro dos internos e barulhos do fogo alto estralando. “Parecia barulho de tiro [os estampidos] de tão alto que era”, relatou o vizinho da casa ao lado da clínica.

Clínica clandestina

O proprietário e diretor da clínica, Douglas Costa de Oliveira Ramos, 33 anos, confessou, em depoimento à PCDF, que solicitou o alvará de funcionamento do local, mas a autorização ainda não havia sido expedida no dia da tragédia. O instituto também não obteve aprovação de licenciamento do Corpo de Bombeiros, que nem sequer fez a vistoria nas construções.

A Secretaria de Proteção de Ordem Urbanística (DF Legal) identificou que, a chácara onde ocorreu o incêndio, na zona rural do Paranoá, não estava prevista no licenciamento da empresa.

Em nota, a DF Legal explica que o alvará de funcionamento apresentado pela empresa, mostrava que a chácara de número 470 era o terreno identificado pelos serviços clínicos. Desde 2022, ela possuía o licenciamento para a prestação dos serviços clínicos. Entretanto, a chácara em que ocorreu o incêndio tem a identificação de número 420. Ela fica a apenas 500 metros da clínica, também interditada nesta segunda por falta de autorização da Vigilância Sanitária para operar.

Segundo a pasta, em 2024 foi feita uma fiscalização na clínica em que todas as licenças foram apresentadas. Contudo, os documentos se referiam a apenas a chácara 470, que demonstrava regularidade. Essa mesma licença venceu em julho deste ano e, desde então, não foi renovada, o que caracteriza o funcionamento da clínica como irregular.

Uma outra filial da clínica, localizada em Sobradinho, foi interditada pela Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), em julho de 2024, por estar funcionando sem licença.

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