Família ainda aguarda corpo de advogada morta em safári na Namíbia
Meire Aparecida morreu em um acidente com um carro de turismo em 29 de maio; desde então, família lida com a burocracia do translado

Após 20 dias da morte da advogada Meire Aparecida de Amorim, 46 anos, a família ainda não conseguiu se despedir da moradora do DF que morreu em um acidente em um safári na Namíbia, ao sudoeste da África, em 29 de maio.
Desde o incidente, os familiares lidam com uma série de burocracias. A primeira foi a demora para a conclusão da perícia e dos trâmites legais no necrotério da Walvis Bay Police Station, na cidade de Walvis Bay.
Agora, os entes de Meire aguardam o apostilamento da documentação da vítima, que é a validação oficial de documentos emitidos no exterior.
Segundo o irmão da advogada, Gilberto José Amorim, a etapa é obrigatória para a emissão da passagem para que seja feito o translado do corpo. A vítima possuía cobertura securitária.
“A documentação de apostilamento, que é obrigatória para a compra das passagens, está emperrada no Ministério da Justiça e, devido a isso, não é possível emitir o bilhete de passagem”, explica.
O Metrópoles acionou o Ministério da Justiça, mas até a publicação da matéria, o órgão não havia se pronunciado. O espaço segue aberto para manifestações.
Ainda assim, a expectativa da família de Meire Aparecida é de que o corpo seja repatriado até o fim desta semana.
Quando chegar ao Brasil, a despedida da advogada será em sua cidade natal: Presidente Olegário, em Minas Gerais, onde foi celebrada a missa de sétimo dia da mulher em 5 de junho.
Nascida no município, ela se mudou anos atrás para Brasília devido a profissão. Ela vivia na capital federal, mas sonhava em se aposentar e voltar para a cidade mineira.

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