Amiga de advogada que morreu em safári na África: "Era feliz e amável"
Advogada morreu em acidente com veículo de turismo que capotou durante safári na Namíbia, ao sudoeste da África

Viajar o mundo era um hobby da advogada e moradora do Distrito Federal Meire Aparecida de Amorim, 46 anos, que morreu, em 29 de maio, em acidente com veículo de turismo que capotou durante safári, na Namíbia, ao sudoeste da África. Destemida, ela costumava fazer as malas e seguir viagem, muitas vezes sozinha.
“Viajava sempre. Gostava de fazer trilhas. Ela conhecia vários locais no mundo todo”, conta Floriscena Cândida, amiga de infância de Meire. As duas se conheceram ainda em Presidente Olegário, em Minas Gerais, cidade natal da advogada, onde as mães delas são vizinhas.
Meire se mudou para Brasília anos atrás por causa da profissão. Formada em direito, ela atuava na GEATR-DF, da Caixa Econômica Federal. Mas tinha o sonho de voltar à cidade natal quando se aposentasse. “O sonho dela era se aposentar e se mudar para Presidente Olegário. Inclusive, nós falamos sobre isso da última vez. Ela estava contando os dias”, recorda.
Ela define a amiga como uma mulher muito humilde, amável e solidária. “Era uma pessoa encantadora. Feliz e muito amável. Só pensava em ajudar e vivia pensando nos outros. Ela tinha também uma devoção à família”, lembra.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFFilha de pais separados, Meire era a mais velha entre dois irmãos, Gilberto e Beatriz. Floriscena conta que a advogada sempre deu assistência à mãe e que o pai faleceu há alguns anos. Também era muito ligada aos filhos: Arthur, 21; Sávio, 19; e Moara, 17. “Eles ainda estão muito assustados”, relata a amiga.
De acordo com Floriscena, foi a filha mais nova que recebeu a ligação sobre o acidente. “Informaram que o eixo do veículo quebrou e que isso provocou o acidente. Também falaram que ela sofreu múltiplas fraturas.”
Nesta sexta-feira (5/6), a família da advogada prestará homenagem na cidade natal da vítima. Em Presidente Olegário, em Minas Gerais, ocorrerá a missa de sétimo dia.

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Ver todasO que diz a empresa responsável pelo trágico passeio
Ao Metrópoles, a Chameleon Safaris Namíbia, empresa responsável pela organização do passeio, relatou que o acidente estava sob investigação.
Além da perda, a família lida com a angústia da demora para a liberação do corpo, que segue na África. Segundo a amiga de Meire, a conclusão da perícia é aguardada, inclusive, para saber se haverá a necessidade da ida de algum parente para os trâmites legais do translado do corpo.
A Associação Nacional dos Advogados da Caixa Econômica Federal (Advocef) chegou a pedir apoio ao Itamaraty para acelerar a repatriação do corpo da advogada Meire Aparecida de Amorim por meio de um ofício.













