Exclusivo. Comparsas cozinhavam para Lázaro e davam abrigo: “Vem almoçar!”

Detalhes da investigação mostram que Elmi Caetano Evangelista e Alain Reis de Santana deram suporte ao acusado de matar quatro pessoas no DF

atualizado 25/06/2021 15:28

Elmi Caetano Evangelista, acusado de dar guarida a Lázaro BarbosaIgo Estrela/ Metrópoles

O Metrópoles apurou, com exclusividade, detalhes de como os dois presos nessa quinta-feira (24/6) agiram para ajudar a esconder o foragido Lázaro Barbosa, 32 anos. Acusado de cometer crimes brutais, como latrocínio, estupro e homicídios, o maníaco foge de centenas de policiais há 17 dias.

As duas pessoas apontadas pela polícia que teriam dado guarida a Lázaro são: Elmi Caetano Evangelista, 74, e Alain Reis de Santana, 33. O idoso é dono de uma chácara situada na área rural de Girassol (GO), e Alain seria o caseiro dele. Desde as prisões, que ocorreram no fim da tarde dessa quinta, a propriedade está cercada por integrantes da força-tarefa.

Por volta das 17h de quinta-feira, uma equipe da Polícia Militar fazia diligências na zona rural de Girassol para localizar o homicida em fuga. Os militares haviam recebido informações de que o dono de uma chácara não havia autorizado, na noite anterior, a entrada dos policiais em sua propriedade rural.

Quando os policiais chegarem ao local, os helicópteros da PMGO e da PMDF sobrevoavam a região, ao mesmo tempo que o caseiro da chácara, identificado como Alain, deixava a sede residencial. Nesse momento, os militares se aproximaram e viram uma pessoa entrando na mata.

Ao indagarem Alain sobre quem era aquela pessoa, ele afirmou ser Lázaro Barbosa, o qual, rapidamente, fugiu. Os policiais solicitaram apoio para o local. Perguntado se existiam armas de fogo na chácara, o caseiro informou que sim, mostrando duas armas e 49 munições de calibre .22 LR no interior de um quarto.

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As equipes constataram que uma das armas de ar comprimido foi modificada mecanicamente para disparar munição de calibre .22, que, segundo Alain, pertencia ao patrão, Elmi Caetano. O armamento, no entanto, ficava à sua disposição. Questionado sobre a presença de Lázaro Barbosa naquele local, Alain relatou que o criminoso estava pernoitando na chácara há mais de cinco dias e que o viu diversas vezes, inclusive portando uma espingarda e um telefone da marca Samsung.

O caseiro também informou que Lázaro dormia e fazia refeições, como almoço e jantar, diariamente na sede da chácara, com o consentimento de Elmi Caetano. Pontuou, ainda, que a mãe do suspeito trabalhou como caseira para Elmi Caetano e que, quando o maníaco estava preso, o dono da propriedade ajudava financeiramente a família do foragido.

Os cães policiais estiveram no local e, após apresentado a um dos animais uma amostra do odor de Lázaro Barbosa, este acusou positivamente, indicando que o psicopata, realmente, esteve no local e escapava para a mata, em direção a um córrego.

Alain narrou que ouviu Elmi Caetano gritando em direção à mata: “Vem almoçar, Lázaro!”. E, à noite, quando se ausentavam, o dono da chácara gritava: “A porta vai ficar aberta!”.

Além disso, Alain apontou à equipe um local, às margens do córrego, onde Lázaro fumava maconha rotineiramente. Afirma ainda que o foragido chegou nos primeiros dias com a perna machucada. Atualmente, porém, está em boas condições de saúde, pois recebe apoio de Elmi Caetano. E ressaltou que o fazendeiro deixa as portas da casa abertas no período noturno para Lázaro Barbosa entrar livremente.

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